sexta-feira, 1 de março de 2013

Heraclitiano

O tempo corre.

O amanhã sempre foge.

Ele vira ontem sem ter sido hoje.

O futuro vira passado sem ter sido presente.

É espera que se torna desesperança.

É sorriso que se desfaz lentamente.

É vida que se esvai.

E as águas do rio em constante mutação percorrem as curvas do rosto solitário que passeia sem respostas no meio da multidão.

2 comentários:

B. disse...

Bastante poético!

Bruno Mello Souza disse...

Muito obrigado, B.!

Beijos!