quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

(Des) controle mental

É numa fração de segundo que o mal-estar chega.

Um soco atinge o estômago, acompanhado da consequente falta de ar.

Como que enfrentando uma tonelada que esmaga o peito, os pulmões lutam com dificuldade.

O sangue sobe à cabeça.

A razão e as ideias descem e se evaporam com o calor de proporções solares que toma conta de cada célula.

Eis o instante de perda do controle mental.

Então, quando as pálpebras fecham-se num segundo posterior, o oxigênio volta a invadir com força o corpo tomado pelo incômodo.

Tudo volta ao seu lugar quando se respira fundo.

E o mau cheiro e a escuridão de uma matéria que apodrece inapelavelmente, somam-se à dor intangível daquele macabro instante, voltando ao esgoto da alma, de onde jamais deveriam ter saído.

2 comentários:

B. disse...

Mórbido e intenso! Gosto da "parte negra" ressaltada em textos.

Bruno Mello Souza disse...

Oi, B.!

Muito obrigado pelo comentário!

Beijo.