segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Amanhecer da saudade

O dia amanhece em minha janela.
Com ele, amanhece minha saudade.
Durante a noite, sonho com nossa proximidade.
Mas o sol chega para recordar a distância.

Não há tratamento para este aperto no peito.
O bem querer e o simplesmente querer combinam-se para me machucar.
É seu sorriso, são as coisas que você me fala, sou eu completamente perdido em frente ao espelho.
É dor que se mede em quilômetros.

A inquietação me invade.
De nada adianta chorar e sonhar.
Mas choro mesmo assim.
Mas sonho mesmo assim.

Os dias se demoram na espera de um dia que não sei qual é.
É cedo demais, mas já está ficando tarde.
O tanto que tenho a lhe dizer está guardado numa gaveta, apesar de tudo que já foi dito.
Minha linda menina, meu nome é saudade: estou, silenciosamente, beijando seus lábios neste momento. 

2 comentários:

Lívia disse...

pqp, moço!
ISSO é t.u.d.o!
~beijos~

Bruno Mello Souza disse...

Valeu, Lívia!!!

Beijos!