quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Pai e filho

É final de tarde de domingo. Suzana chega em casa, e encontra o marido, Jair, e o filho, Vitor, bebendo cerveja:

- Ô, Jair! De novo vocês dois bebendo?
- Ah, pára, Suzana! Blurp... Nós... Só estamos tomando uma cervejinha...
- Mas tá errado! Tá demais isso! Vocês estão enchendo a cara todo dia!
- Nossa, que exagero! Sexta-feira a gente foi pro boteco da esquina, mas foi coisa rápida. Tomamos o quê? Umas cinco garrafas... Cedinho a gente tava em casa, amor!
- Cedinho? Duas da manhã é cedinho agora?
- Uma e quarenta e cinco... Não distorce as coisas!
- E ontem?
- Umas caipirinhas! Bem tranquilos, em casa! Cheguei até a pensar em ir para a balada com ele... Mas acabamos ficando! 
- Ah, sim! Que lindo! Que belo exemplo! Parabéns! Pra fechar com chave de ouro, encontro vocês agora aí, nessa situação...
- Qual é o problema? Você quer separar pai e filho, é isso? Não posso curtir uns momentos com o moleque? Ele tem que aprender a ser homem!
- Meu Deus... Quanta coisa absurda que você tá falando!
- Você que quer que ele seja uma menininha! Uma marica! Deixe de ser superprotetora! 
- Superprotetora?
- Sim! Superprotetora! Que mal tem um pai assistir a um joguinho de futebol tomando uma cervejinha com o filho? Hein?
- Olha, Jair... Não teria mal nenhum se ele não tivesse só seis meses.
- Psss... Quanta frescura!

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