quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Bial na farmácia

- Boa tarde, senhor. Em que posso ajudar?
- Oh, amigo farmacêutico! Ajude-me agora! Estenda sua mão! Oh, meu corpo dói. Como se tivesse sido atropelado por todas as dores do mundo. A cabeça está a latejar como se o martelo do juízo final chamasse a todos nós para uma derradeira cena! Oh, e o meu nariz? Expurga tudo que de mau existe em mim. Compromete-me e me submete a uma angústia profunda e calada. Minha voz pede socorro. Minha garganta arranha como as unhas de um tigre feroz e insaciável. Oh, meu amigo, peço-lhe a solução para tudo isso. Peço-lhe o bálsamo para todas as dores do meu corpo e da minha alma. Oh, amigo farmacêutico, cá estou sem receita, sem imposição alguma, apenas suplicando por um renascimento, uma nova vida, uma nova oportunidade para escrever páginas ainda mais belas na história da minha existência!
- Ok... Remédio para gripe e pastilhas para a garganta. Deseja mais alguma coisa?
- Er... Sim, sim. Uma caixinha de Viagra e uma camisinha... Daquelas de tutti-frutti, por favor. 

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