segunda-feira, 2 de julho de 2012

Crime imperfeito

Janaína chega em casa:

- Boa noite... Meu Deus! Meu Deus!
- Calma, senhora! Não faça barulho! Vai ser pior pra você!
- Não, não é possível!
- Eu posso explicar...
- Não, não e não! O que você fez? O que você fez?
- Se a senhora ficar calada, vai ser melhor pra nós dois... Eu perdi a cabeça...
- Oh, Deus! Oh, meu Deus! Não acredito!
- Eu matei o seu marido, sim... Não pude evitar... Ele reagiu ao assalto...
- Não pode ser! Não estou vendo isso! 
- Mantenha a calma, por favor! Tô tendo que fazer esses cortes aqui, mas...
- Meu tapete! Por que você está esquartejando ele... No meu tapete novinho? Meu tapete! Meu Deus, meu tapete! Olha o que você fez! Como é que eu vou lavar isso agora? Esse sangue vai manchar o meu tapete novo! Não pode ser! Não pode ser! Por que não colocou pelo menos um jornal embaixo? Por que não levou o corpo para a cozinha, para a área de serviço? Não, meu Deus! Meu tapete! 

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