segunda-feira, 30 de julho de 2012

Ufanista

Bem, amigos da Rede DC Tv, falamos em definitivo, e com imagens diretas de Londres, onde acompanharemos agora a final do boxe olímpico dos pesos médios. 

O Brasil está representado à direita do ringue, com o alagoano Vanderson da Silva. 

À esquerda, temos o cubano Javier Garcia, páreo duríssimo nesta disputa do ouro.

Vanderson da Silva é o Brasil em Londres, é o Brasil no boxe olímpico!

Soa o gongo, começa a luta!

Javier Garcia já parte pra cima do Vanderson...

O brasileiro vai se defendendo como pode...

E o cubano partiu...

Vem forte para o ataque...

Dá um cruzado de direita...

Outro cruzado de esquerda...

Partiu pra cima com vários golpes!

Segura, Vanderson!

E lá vem o cubano!

Bate muito e bate forte!

O brasileiro está no chão!

O árbitro abre a contagem!

E acabooooou!

É prata! 

É praaaaaata!

Vanderson da Silva é praaaaata pro Brasil!

Coloca o hino brasileiro!

Solta a vinheta!

É praaaata para o Brasil!

Vanderson da Silva!

Acompanhe no replay!

Levou de direita, de esquerda, mais um cruzado de direita, mais um de esquerda, caiu no chão e conquistou a prata!

O Brasil é prata em Londres!

Haja coração!

Que emoção, amigo!

Vanderson da Silva é do Brasil!

domingo, 29 de julho de 2012

Discussão olímpica

Pedro e Sérgio, conversando na lancheria:

- E aí, Sérgio? Tem visto as Olimpíadas?
- É, tenho visto alguma coisa...
- Tá bem bacaninha, né?
- É, é...
- Ué...
- Sei lá... Eu acho meio... Chato. Não entendo metade dos esportes, e do que falam sobre eles.
- Ah, isso acontece... Mas a gente vai aprendendo aos poucos...
- Não, não... Eu nunca aprendo. Sempre que eu acho que alguém está muito bem num esporte, não está. O comentarista começa a falar umas coisas estranhas e a colocar defeitos. Na ginástica artística, por exemplo, sempre acontece isso. Eu acho que o critério deveria ser tipo um show de calouros. Quem fizer a coisa mais divertida ganha. Seria bem mais fácil...
- Pois é... Mas não sei se ia dar certo... O que uma pessoa acha legal ou não é algo muito subjetivo...
- Ah, não é nada! Coisas legais são universais. 
- Discordo totalmente.
- Circo, por exemplo... Circo é legal. Todo mundo acha legal.
- Não, senhor. Eu não acho. O que é aquilo? Uns palhaços sem graça, uns malabaristas de sinaleira, um pessoalzinho metido a se equilibrar e fazer coisas que parecem quadros antigos do programa "Tentação"... 
- Pare com isso. Circo é legal, sim!
- Não é, não!
- É sim!
- Não é!
- É!
- Não é!
- Ah... Não dá pra argumentar com você. Sua opinião não conta.
- Por quê?
- Porque você não é normal!
- Ah, tá. Eis o galã da maionese falando em normalidade...
- Galã da maionese? Precisava lembrar isso? Vou pedir a conta. Tô caindo fora.
- Isso! Vai lá, Maionese Brando! Vai lá!

sábado, 28 de julho de 2012

Alcatra

- Opa, bom dia! Me vê aí um quilo de alcatra, por favor.
- Hum... Certo... Aqui... Esse pedaço tá bom? Deu um quilo e cem gramas...
- Ah, tá ótimo! Vou levar!
- Ahã. Mais alguma coisa?
- Sim, uma dúvida, só. Você já votou no Dilemas Cotidianos para o Top Blog 2012?
- Er... Não... Ainda não...
- Poxa, vota lá! É só entrar no DC, e clicar no ícone que fica à direita da tela! Você pode votar via e-mail, Facebook ou Twitter! Facinho!
- Sério que é tão fácil assim?
- Sim! 
- Ok... Vou votar hoje mesmo!
- Beleza. E divulga também pros amigos!
- Com certeza!
- Maravilha! Bom, a carne aqui eu vou pagar no cartão...

sexta-feira, 27 de julho de 2012

Perfil psicológico

Márcia, num teste psicológico de emprego:

- Bom, Márcia, agora vou mostrar algumas figuras abstratas, e você vai dizer o que lhe vem à mente, ok?
- Sim, sim, doutora!
- Pois bem, aqui está a primeira figura: o que você vê?
- Hum... Um casal se beijando... E ela vai pegar uma tesoura bem afiada, enfiar no pescoço dele, e ele vai sangrar até morrer!
- Certo, certo... E esta aqui?
- Er... Um padre... Ele está rezando... Se preparando para a missa... E na missa... Ele vai pegar uma metralhadora, e matar todos os fiéis!
- Uhum... Bom... E esta figura aqui?
- Ah, eu vejo um coração... E alguém vai pegar uma faca, cortá-lo em pedacinhos, e comê-lo cru!
- Ok... E aqui? O que você vê?
- Ah, um bebezinho lindo... E a mãe dele vai pegá-lo pelo pescoço, jogá-lo pela janela, e ele vai cair espatifado no meio da rua!
- Sim, sim... Bom... Analisando o seu perfil... Devo dizer que você... Bem... Você está em perfeitas condições psicológicas para o cargo! Amanhã mesmo você começa como assistente de produção da Sônia Abrão! Parabéns!
- Nossa! Que maravilha! Muito, muito obrigada, doutora!

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Mãe e filho

Uma mãe falando com o filho de 1 ano:

- Ô coixinha mais bonitinha da mamãe! Quer dedela, quer?
- Gugu... Dadá...
- Morezinho lindo! O papai foi tabalhar, foi? E vai tazer binquedinho, vai? 
- Gugu...
- E o biquinho? Quer biquinho, quer? Vamo ver televisão, vamo? Ti coixinha! Ti coixinha da mami!
- Gugu... Gugu... Dadá...
- Ai, deixa eu morder essa baliguinha, deixa! Nham, nham! Que baliguinha godinha!
- Gugu...Da... Gu...
- Meu bebexinho! Bebexinho! E a dedela? Onde foi palar, hein? Quedele a dedela do nenê, hein?
- Gugu... Dadá...
- Agola a mami vai colocar o dvd da Turma do Didi, tá? Vamo ver o Didi, vamo?
- Tá, mãe, chega. Aí já é demais. Tudo bem você ficar aqui me bajulando, falando essa tua língua meio estranha aí... Aliás... Que merda é essa? É português? Já ouviu falar em dicionário? Você ia à escola? Poxa, que baita vergonha alheia! E agora quer me fazer ver Turma do Didi mais uma vez? Já assisti a esta porcaria umas vinte e cinco vezes! Varia um pouco, caramba! Você ainda consegue rir com aquelas bobagens? Meu Deus! Ali, ó, tô vendo daqui um dvd com um documentário sobre o Nietzsche! Por que não coloca isso? Ia ser muito mais interessante! É por isso que esse país não vai pra frente! Falta cultura! Nem falar direito as pessoas sabem! Tá errado isso aí! Chega de pão, circo e mamadeira! Chega! Põe o Nietsczhe aí!
- Er... Tá bom, filho... Er... Já vou colocar o dvd do Nietzsche, então...

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Término de relacionamento

- Minha querida... Precisamos conversar.
- O que foi, amor? Diga logo, Sandro!
- Seguinte... É melhor terminarmos nosso relacionamento.
- Mas... Por quê?
- Nada, querida! Você é linda, inteligente, maravilhosa!
- Então?
- É que... São seus pés.
- Meus pés?
- É... Não gosto deles. Não gosto dos seus dedos dos pés. Quando você está de chinelos ou sandálias... Tenho vontade de pisar nos seus dedos até esmagá-los!
- Nossa!
- Pois é... Não poderei conviver com isso. Imagine, passar o resto da minha vida olhando para dois pés que eu abomino!
- Mas... Amor... Não me deixe, por favor!
- Não, não dá...
- Eu uso meias, uso tênis, tudo bem! Mas não me abandone!
- Não, Scarlett, não dá. Tenho certeza de que você ainda vai achar alguém em Hollywood que seja perfeito para você. Alguém que goste de você e aceite seus pés do jeito que eles são. 
- Não, amor! Não! Não posso aceitar isso!
- Lamento, Scarlett. Lamento profundamente...

terça-feira, 24 de julho de 2012

Gata borralheira


A garota bebe seu drink sozinha na mesa do bar.

Esperou até agora pelo príncipe encantado que não apareceu.

Talvez ele nunca tenha existido.

O copo, o gelo, o líquido, essa é a sua única realidade.

Se alguém perguntar por ela, provavelmente não terá respostas.

Aquela garota um dia sonhou.

Mas agora está acordada.

O conto de fadas acabou.

A carruagem voltou a ser abóbora.

Em seu delicado rosto, uma lágrima corre.

Está fadada a ser, para o resto de seus dias, uma gata borralheira.

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Polainas

Pedro e Sérgio, conversando na lancheria:

- Sabe, Sérgio, eu gosto do inverno. Acho o inverno interessante. As pessoas, em média, ficam muito mais charmosas no inverno.
- É... Você tem razão... As pessoas realmente ficam mais charmosas. Casacos, lãs, cachecóis. Mas ainda prefiro o verão. O verão é sexy.
- Pois é... Mas o verão não é democrático. No inverno, a grande maioria das pessoas fica charmosa. No verão, a proporção de pessoas dotadas dessa sensualidade visual é muito menor.
- Sim, tem razão. Mas ainda prefiro assim. Tenho muito essa coisa de sexualidade, sabe? 
- Nossa... Muito sexy que você é...
- Não interessa. É só eu não me olhar no espelho! Gosto é das mulheres na rua, ora! É isso que eu olho. É disso que eu tenho que gostar. E o verão tem de sobra. Já o inverno... O excesso de roupa não é convidativo. Não tem nada que seja sexy no inverno. Nada. 
- Ah, concordo apenas em parte, Sérgio... Tem um acessório no inverno que é extremamente sexy.
- O quê?
- Polainas. Polainas são um acessório absurdamente sexy. Uma mulher de casaco, calça e sapatos é charmosa. Mas uma mulher com casaco, calça, sapatos e polainas é sexy. Polainas têm um poder incrível de conferir, digamos, um "dote sexual" às mulheres.
- Pois é... Não tinha parado pra pensar nas polainas... Realmente... É... Gosto de polainas... Gosto bastante de polainas.
- Polainas são legais!
- Muito! Mas... Ainda prefiro o verão...
- Sabe o que seria o ápice do sex appeal? A combinação de polainas e verão. Isso seria o ideal.
- Verdade!
- Mas não tem muito como combinar... É tipo água e óleo...
- Ué... De repente dá pra juntar as coisas, sim! Biquini com polainas! Por que não? Poderia dar certo! Poderia ser moda!
- Não, não, Sérgio... Acho que não daria certo.
- Mas...
- Vai por mim, Sérgio... Vai por mim...

domingo, 22 de julho de 2012

Chantagem

Jéssica e Rogério, na cama:

- Ui, Jéssica... Você tá demais...
- Tô mesmo?
- Sim, amor... Nossa... Vem mais pra cá, vem...
- Vou... Vou sim... Mas... Você já votou no Dilemas Cotidianos?
- Dilemas o quê?
- Cotidianos. É um blog muito bom, que tá concorrendo ao Top Blog... Você tem que votar!
- Mas... Mas...
- Vai votar ou não vai?
- Tá bom, tá bom... Vou votar amanhã... Agora vem cá, vem, minha delicinha.
- Não, não, nada de amanhã... Vota agora!
- Mas... Amor...
- Agora! Se não, pode ir esquecendo a diversão...
- Não dá mesmo pra ser amanhã? 
- A-go-ra. É facinho! É só entrar no Dilemas Cotidianos, e clicar no ícone do Top Blog, à direita da tela. Dá pra votar por e-mail, Twitter ou Facebook! Quer coisa mais fácil que isso? Se você votar agora, posso até fazer "aquilo" que você vive pedindo...
- Er... "Aquilo"? "Aquilo" mesmo? Promete?
- Prometo... Vai ser bem gostoso... Mas só se você votar agora...
- Tá bom, tá bom... Vou votar agorinha mesmo!

sábado, 21 de julho de 2012

Tchau, tchau, Dorival

A demissão de Dorival Júnior era inevitável. O treinador fazia um trabalho muito abaixo das expectativas no Internacional. Desde o ano passado, a equipe colorada, sob o seu comando, jamais convenceu. Jogava um futebol precário, preguiçoso, burocrático e enfadonho. Os resultados em campo também não foram dos melhores. O Inter de Dorival ganhou a Recopa, mas penou para chegar à Libertadores, e nesta competição, teve desempenho ridículo.

Casos de indisciplina também se proliferaram, fazendo um ambiente que já não tinha respaldo nem de resultados, nem de desempenho, pesar ainda mais. A bola de neve só fazia crescer. O discurso de Dorival era de chorar no cantinho do quarto. Acovardou o Inter contra o Santos de Neymar, por exemplo. Culpava os desfalques, dizia que quando o time estivesse completo, aí sim, as coisas funcionariam. O problema é que num campeonato longo como o Brasileiro, raras são as vezes em que se pode jogar com todos os titulares, por motivos de lesões, cartões, e convocações. E mais: quando teve todas as peças- ou a maioria delas- à disposição, o desempenho colorado continuou sendo deprimente. 

É evidente que nos últimos jogos Dorival teve menos culpa. O Inter sem Kléber, Oscar, Damião, Dátolo, e os recém chegados Forlán e Juan, tudo isso ao mesmo tempo, não passava de um arremedo de time. Mas o que demitiu Dorival não foram os últimos dois jogos. Foi o conjunto da obra. O trabalho de um treinador que, em um ano, não consegue colocar em campo sequer um esboço de padrão tático e técnico, e que colhe resultados não mais do que medíocres, não pode ser um bom trabalho. Dorival foi bem demitido.

Agora, o Inter parte para uma aposta temerária. Fernandão é o novo treinador. Não se discute o fato de ele ser um sujeito esclarecido, com boas ideias de futebol. Mas a distância entre a teoria e a prática é imensa. Eu, particularmente, preferiria um nome mais tarimbado. O Capitão Planeta parou de jogar há um ano. Virou dirigente de futebol do Inter e, no cargo, fazia um trabalho bastante questionável. Luciano Davi, quando tomou para si as rédeas da política de futebol do clube, substituindo o fraco Luis Anápio Gomes, é que deu uma guinada, centralizando as ações do Departamento de Futebol e trazendo reforços importantes. Ainda assim, tal mudança só veio em meio à competição, criando a necessidade de  reestruturar e reentrosar a equipe enquanto os líderes do campeonato, a exemplo dos anos anteriores, se afastam do Internacional, que mais uma vez, marca passo no Brasileirão. Isso é reflexo da falta de uma filosofia de futebol, da falta de planejamento, planejamento este pelo qual Fernandão também era responsável.

A pergunta que fica é: o insuficiente executivo de futebol Fernandão poderá ser um grande treinador para o Inter? Torço fervorosamente para que sim. Poder de mobilização e conhecimento tático ele tem. Mas é uma aposta bastante arriscada. Para o Internacional e talvez principalmente para ele mesmo.

Agora, só resta esperar para ver.

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Derrota para a conta de D'alessandro


A derrota colorada ontem, para o Atlético Mineiro, vai basicamente para a conta do capitão do Inter.

D'alessandro foi expulso de maneira infantil, estúpida, imbecil e irresponsável.

Colocou um Internacional que já estava aos pedaços em uma enrascada sem tamanho.

Com muita luta, principalmente da garotada, o Colorado até tentou.

Mas foi inapelavelmente derrotado.

Não sei se D'ale quer ficar no Inter.

A julgar pelo que fez no Independência, parece que está insatisfeito com os 700 mil mensais.

Se ele quer sair, que pague a rescisão e saia logo.

Tem contribuído muito pouco neste 2012.

É um grande craque, um ídolo que jamais será apagado da história colorada.

Mas, se não tem cabeça e disposição para ficar no Internacional, que não fique.

Por sinal, urge a saída de Dorival Júnior, agora.

Seu trabalho, que nunca convenceu, chegou ao limite.

Se ele tem relativa inocência na partida de ontem, o mesmo não se pode falar do conjunto da obra, que coloca o Colorado numa posição não mais do que medíocre na tabela do certame nacional.

O Inter de Dorival não tem mecânica de jogo, não tem imposição, não tem atitude.

Não tem, em suma, qualquer dos pré-requisitos mais básicos de uma equipe de futebol minimamente organizada.

Vive de brilharecos, cada vez mais raros, de alguns jogadores acima da média.

Não entramos em agosto, e as chances de título já vão escorrendo pelos dedos.

Assim, ao que tudo indica, terminaremos 2012 tendo conquistado apenas um Gauchão e, quiçá, com um tanto de sorte, uma vaga na Libertadores.

Pouco, muito pouco para uma folha do tamanho da colorada.

Pouco, muito pouco para quem se acostumou a conquistar tantos títulos importantes nos últimos anos.

Transtorno

Psiquiatra: - Dona Beatriz, senhor Paulo... O que se passa com o Vitor? Por que vocês trouxeram ele aqui?
Beatriz: - Ai, doutor... Ele tem tido comportamentos estranhos... Talvez sejam as más companhias na rua... O senhor sabe como são os adolescentes... Volúveis, influenciáveis...
Paulo: - Sim! E a gente vem notando essas coisas aos poucos... Mas... Chegou ao limite!
Psiquiatra: - O que ele tem feito?
Paulo: - Ele já tava dando uns sinais estranhos... Num sábado à noite, flagrei ele no quarto vendo... Zorra Total!
Psiquiatra: - Hum... É... É meio típico... Já atendi outros pacientes com esse transtorno...
Beatriz: - Não, doutor... O senhor não tá entendendo... Esta é apenas a ponta do iceberg...
Paulo: - Sim! A gente já tinha estranhado isso do Zorra Total. Mas, realmente... Também tínhamos conhecimento de outras pessoas que viam Zorra Total... Já ouvimos falar até de pessoas que achavam graça do Zorra Total... Mas ficou tudo mais sério...
Psiquiatra: - E como foi?
Beatriz: - Teve um dia que eu e o Paulo saímos para jantar... E o Vitor ficou sozinho em casa... Voltamos mais cedo, porque o restaurante estava lotado e não tínhamos feito reserva... Bom... Quando chegamos... Ai, amor, fala você...
Paulo: - Quando chegamos... Ele tava vendo... Er... Ele tava vendo... O filme aquele, do Bruno Mazzeo... E... Oh, meu Deus... Como vou dizer isso? Ele tava vendo o filme do Bruno Mazzeo e... Rindo!
Psiquiatra: - Nossa! Mas esse é um caso novo! Nunca tinha me deparado com algo semelhante!
Beatriz: - Não, doutor! O pior ainda está por vir! Isso nos chocou, mas ainda estávamos pensando que era algo passageiro... Bruno Mazzeo é sem graça, sem talento, mas... É um babaca. Talvez ele estivesse rindo por causa da vergonha alheia!
Psiquiatra: - Ah, pais... Entendo vocês... É assim mesmo... Ocorre um processo de negação... Vocês não queriam acreditar que aquilo estava acontecendo... É natural...
Paulo: - Pois bem, doutor... Ele continuou meio estranho... Agindo estranho... E aí... Um dia, eu e a Beatriz tivemos que revistar as gavetas do Vitor enquanto ele estava na rua... Foi um ato de desespero!
Psiquiatra: - Sim, compreendo...
Paulo: - Pois bem... Estava acontecendo o pior... Encontramos... Beatriz, fale você, agora...
Beatriz:: - Doutor... Encontramos... Um ingresso para o novo filme do Bruno Mazzeo, no cinema! Foi uma sensação horrível! Um choque! Enquanto ele fazia isso em casa, até vá lá... Mas.. Na rua? Na frente dos outros? O que eles vão dizer?
Paulo: - Sim! E o desgosto? E a humilhação? E as pessoas apontando para a gente na rua? Quem vai compensar tudo isso?
Beatriz: - Ai, meu Deus! O que eu fiz pra merecer isso? Oh, meu Deus, meu Deus!
Psiquiatra: - Pois bem, senhores... Só consigo vislumbrar uma solução... É algo drástico... Mas... Teremos que internar o Vitor... Ele vai ter que passar por uma fase de desintoxicação... Ouvir piadas engraçadas... Enfim... Teremos que reeducá-lo, fazê-lo voltar a ter uma vida normal. Vai ser um processo de reciclagem.
Paulo: - Bom, doutor... Se é o melhor a fazer...
Beatriz: - Pois é... Acho que não tem jeito... Acorrentá-lo em casa, desligar a tv e o dvd... Acho que não ia adiantar muito... Ele só ia se revoltar mais... Talvez ele até começasse a... Cruzes... Agir como o Bruno Mazzeo!
Paulo: - Meu Deus, Beatriz, não fale uma coisa dessas! Tenho certeza de que ele vai se curar!
Psiquiatra: - É... Vai ser difícil... Mas vamos fazer um tratamento adequado, científico... Confiem no nosso trabalho.
Paulo: - Confiaremos, doutor... Confiaremos...
Beatriz: - E rezaremos, também! Rezaremos muito! Vou acender quantas velas forem necessárias! Deus vai trazer o nosso filho de volta! Eu tenho fé!  

terça-feira, 17 de julho de 2012

Dolly

- Bom dia, senhor.
- Bom dia! Por favor, me veja um cachorro quente sem milho e um guaraná Dolly.
- Senhor, não temos Dolly.
- Como não?
- Infelizmente não temos. Mas temos outros guaranás: Antárctica, Charrua, Fruki...
- Não, não quero estes. Quero Dolly.
- Temos outros refrigerantes, também. Coca-Cola, Pepsi, Fanta, Sprite, Teem...
- Não, não, obrigado. Só bebo se for Dolly.
- Bom... Infelizmente não temos Dolly.
- Hum... Bem... Esquece, então... Vou a outra lancheria.
- Mas, senhor...
- Não, não... Se não tem guaraná Dolly, não dá! 

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Menininho travesso

- Olha lá, amor! Que fofurinha o nosso garoto, né, Débora?
- Ah, meu bem! Ele é incrível mesmo! Dois aninhos, mas já é muito esperto! E tem muitas coisas que ele faz que você nem vê, no seu horário de trabalho, Gilmar!
- Olha lá, olha lá! Chutou a canela do vovô! Hahaha!
- Ai, é uma graça!
- Hahahaha! Agora tá chamando a vovó de vagabunda! Olha lá!
- Hahahahaha! Ele adora falar essas coisas! É "vai pro inferno, vaca" pra cá, "some daqui, vagabunda" pra lá! Esses dias ele chamou uma freira de piranha! Uma gracinha, tinha que ver!
- Haha! Olha lá, olha lá! Pegou a faca!
- Hahaha!
- Olha lá! Esfaqueou o amiguinho! Hahaha! Que figura!
- Que lindinho! Cheio de sangue na roupinha nova! Que traquina!
- Tira uma foto, amor!
- Tô tirando! Lindo da mamããããe! Olha pra cá!
- Ih, olha lá! Adoro quando ele gira a cabeça a 360 graus! É um barato!
- Que fofo!
- Haha! Agora começou a vomitar aquele negócio verde!
- Melhor colocar ele a dormir. Filhinho, vem cá! Desce da parede, desce! Tá na hora de nanar!

domingo, 15 de julho de 2012

Certificado de existência

Na rua, um homem é abordado pelo policial: 

- Senhor, com licença...
- Pois não...
- Você está com a sua identidade aí?
- Sim, sim... Tá aqui!
- Ok. E o certificado de existência?
- Certificado de existência?
- Não se faça de bobo. O senhor está com o seu certificado de existência aí?
- Er... Não... Não tenho um certificado de existência.
- Não tem? Então lamento. Terei de levá-lo à delegacia.
- Mas...
- Terei de fazer isso. O senhor não existe. Logo, não pode ficar circulando livremente por aí. É um perigo para a vida civilizada.
- Ora... Mas... Você está dizendo que eu não existo, né?
- Positivo.
- Então... Como posso representar perigo para a sociedade? Como algo que não existe pode representar perigo? E mais: como você pretende prender alguém que não existe?
- Bem...
- O senhor está sofrendo de esquizofrenia. Sou psiquiatra. Enfermeiros, venham cá! Precisamos levá-lo!
- Mas... Mas...
- Lamento... Terei de levá-lo à nossa clínica.
- Mas... Por favor... Isso é um equívoco!
- Terei de fazer isso. O senhor conversa com pessoas que não existem. O senhor pensa que pode até prender pessoas que não existem. Logo, não pode ficar circulando livremente por aí. É um perigo para a vida civilizada...       
- Mas... Mas... Não! Por favor, não! Não me levem! Não! Isso é um engano! Por favor! Não! Não!

sábado, 14 de julho de 2012

Top Blog 2012: votação iniciada

Pedro e Sérgio, conversando na lancheria:

- Sérgio, você viu que hoje começa a votação para o Top Blog?
- Top Blog? Não, não vi...
- Pois é... O Dilemas Cotidianos tá concorrendo.
- Dilemas Cotidianos? O que é isso?
- O blog do Bruno... Ah, pára! Você conhece!
- Ah, do Bruno... Sei lá... Não vou muito com a cara dele...
- Poxa! Eu gosto dele! E gosto do blog, também! E lembro que quando você acessou você disse que tinha gostado.
- Ah, não é dos piores...
- Então! Eu vou votar hoje mesmo!
- É... Sei lá se eu vou votar... Deve dar muito trabalho...
- Não dá trabalho nenhum!
- Mesmo?
- Claro que não! Quando você entrar no DC, você vai ver, quase de cara, um ícone no canto direito da tela.  É o ícone do Top Blog! Você clica nele e vota direto! Bem simples!
- Tão fácil assim?
- Sim! Não dá trabalho nenhum!
- Bom... Então tá... Vou votar... Mas quero deixar claro: continuo não indo com a lata daquele Bruno... Não gosto daquele sujeito...
- Tudo bem, tudo bem, Sérgio! Pelo menos vota!   
- Tá certo, tá certo... Assim que chegar em casa, voto no Dilemas Cotidianos...
- Bom garoto!

.....................................................
* A votação começa hoje às 14 horas. Vote! Divulgue!

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Entre quatro paredes


- Joana, você comprou o creme de barba que te pedi quando foi ao supermercado?
- Ai, amor... Esqueci! Comprei o barbeador... Mas não lembrei do creme!
- Poxa vida!
- Tudo bem, amanhã a gente compra.
- É... Tem razão. Não vou esquentar a cabeça com isso... Bom... E o Patrick? Você já pegou o boletim dele?
- Ah, peguei sim... E é bom você ter uma boa conversa com o seu filho... Estou cansada de só eu falar, e falar, e falar...
- Por quê? Ele foi mal de novo?
- Tirou 3 em matemática! Já tinha tirado nota vermelha no outro bimestre!
- É... Vou ter que dar uma conversada com ele, mesmo. Eu  não sei o que acontece com esse garoto!
- Pois eu também não!
- Acho que vou cortar a mesada dele e... Aaaah... Aaaaah...
- Aaai! Aaaah! Isso! Hummm!
- Aaaah! Aaaaah! Aaaaaaaah!
- Aaaaaaaah!
- Aaaah... Aaaah...
- Aaaah... Uff...
- Nossa... Foi bom, hein? Você estava demais!
- Ai, amor... Tava gostoso, mesmo... Nossa... É... Agora vou tomar uma banho antes de dormir, tá?
- Bom... Eu já tomei banho antes...
- Pois bem... Boa noite, então, caso você caia no sono antes de eu voltar para a cama...
- Boa noite, meu amor!

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Pudim


- Querida, você viu isso no jornal?
- O quê, João?
- Essa receita de pudim.
- Ah, vi sim!
- Por que não faz um dia desses?
- Por quê?
- Porque eu gosto de pudim!
- E não gosta do meu pudim?
- Sim, gosto...
- Então por que está querendo outro?
- Ah, sei lá...
- Você anda comendo outros pudins na rua? É isso?
- Bem...
- É isso?
- Tá bom, tá bom... É que... Tem um pudim muito bom no restaurante em que eu almoço durante a semana...
- O quê? Você anda comendo pudim na rua mesmo? E ainda vem me dizer que é muito bom? É muita cara de pau! Acha que isso justifica?
- Er... Não... Desculpa... Por favor... Um dia eu ia ter que te contar...
- Há quanto tempo você tem comido esse pudim?
- Ah... Uns dois anos...
- Dois anos? Você me esconde isso há dois anos?
- Sabe como é... Era difícil de dizer...
- Inacreditável! E alguém mais sabe disso?
- Hum... É... Uma vez a sua irmã me viu comendo o pudim...
- Minha irmã? E ela não me contou nada? Não acredito! Não posso acreditar! Ela deve até rir da minha cara pelas minhas costas! Que vergonha, meu Pai do céu!
- Bom... Ai, meu Deus... Fica calma, tá? Mas... É bom deixar tudo às claras de uma vez... Er... Também andei comendo sagu... Mas faz menos tempo...
- Sagu também? E o meu sagu? Você sempre disse que o meu sagu era especial! Que nenhum era igual! Que jamais comeria outro sagu!
- Por favor, Luiza, me perdoa!
- Cretino!
- Por favor, meu amor! Não sei o que vai ser de mim sem o seu pudim e o seu sagu! Eu te imploro! Nunca mais como sobremesas na rua! Eu juro!
- Não, agora não adianta! Não gosta do sagu da rua? Não gosta do pudim da rua? Então vai lá! É lá que você vai achar! Pegue a sua colherzinha e o seu potinho e suma da minha frente!
- Mas... Amor!
- Suma daqui! Já!

terça-feira, 10 de julho de 2012

Entre cervejas e dramas

No bar:

- Ei, moça, pro favor, me traga uma cerveja.
- Não, não. Não temos cerveja.
- Como não? E o que é isso que estão bebendo na mesa da frente? E ali ao lado?
- É cerveja.
- Pois então!
- Sim, mas... Para você, não.
- Como assim? Eu quero uma cerveja!
- Não posso, desculpa.
- Não tô entendendo!
- Você não está vendo sua barriga? Como anda a sua saúde? Não posso deixar você se matar desse jeito!
- Ora bolas! Minha saúde é problema meu! Quero uma cerveja! É um direito que eu tenho!
- Desculpa... Mas não dá!
- Por quê, caramba?
- É que o meu pai... O meu pai... Ele morreu quando eu tinha oito anos... De cirrose... E você se parece muito com ele... Não posso... Não posso fazer isso... Não posso lhe servir cerveja... Não posso... Você... Papai... Não, não posso...
- Nossa... Tá bom, tá bom... Esqueça a bebida... Quero só uma porção de batatas fritas, então.
- Não, não! Não posso!
- Ai, ai, ai...
- Não, pai! Não vou deixar você acabar com a sua saúde com bebida e frituras! Não vou deixar você se matar! Não, papai!
- Moça... Mocinha... Eu não sou seu pai... Você está perturbada...
- O quê? Você não é meu pai? Você e a mamãe me enganaram esse tempo todo? Vocês não tinham esse direito! Não tinham!
- Calma, calma...
- Não pode ser, papai! Não pode ser!
- Bom... Assim não dá... Vou procurar outro bar...
- É assim? Vai me renegar? Vai virar as costas para a sua filha? Mesmo que não tenhamos o mesmo sangue, você não pode fazer isso! Oh, meu Deus! Meu Deus!

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Desprezo

Dizem que o desprezo mata. 

Discordo. 

O desprezo, definitivamente, não mata. 

Mas tortura.

O desprezo, exatamente por não ser letal, alcança a crueldade em seus mais minuciosos requintes.

O desprezo é a faca que se torce e retorce. 

O desprezo faz sangrar, pouco a pouco, até um final que nunca chega.

O desprezo é folha em branco, é céu nublado, é chuva que nunca molha.

O desprezo é o olhar que foge, é o ar blasé de momentos que nada significam.

O desprezo dói, mas não arde.

O desprezo é um relógio suicida, é um dia que se desmancha entre os dedos. 

Não é adição, não é subtração, é a dízima periódica que nunca se resolverá.

O desprezo é a mão que não mais toca a outra.

A palavra que não mais se profere.

A face nula de uma moeda que ninguém aceita.

O desprezo é a angústia levada de arrasto pelo chão.

O desprezo é a ausência.

Ausência que não mata.

Ausência que tortura.

domingo, 8 de julho de 2012

Origens

Marcelo e Jorge, conversando no restaurante:

- Sabe uma coisa que me irrita, Jorge? Pessoas que esquecem suas origens!
- Ah, com certeza! Tenho nojo desse tipo de gente!
- Eu vim da periferia, família pobre. Tenho orgulho disso!
- Eu também! Tem um pessoal que fica fresco, cheio de mimimi, um horror.
- Acho lamentável!
- Sem dúvida!
- Não tem que ficar besta. Pessoas assim não valem nada.
- Pois é... Falta de caráter é pouco para definir essa postura.
- Verdade.
- Bom... O garçom está vindo. O que você vai pedir?
- Ah... Vou querer um pato assado com ervas finas. E você?
- É... Acho que vou pedir um ganso ao molho madeira, apenas... Mas já tô pensando no petit gateau na sobremesa.
- O petit gateau daqui é sublime! Mas... E o que vamos beber?
- Hum... Um vinho do Porto vai bem, né?
- Boa pedida! Não tem coisa melhor que um vinhozinho do Porto!

sábado, 7 de julho de 2012

Forlán: uma contratação histórica

Não vou entrar no mérito de avaliar se Diego Forlán é a maior contratação da história do futebol gaúcho, embora acredite nisso. Cada contexto possui especificidades e subjetividades que tornam difícil fazer tal mensuração. Mas uma coisa não pode ser negada: Forlán é uma contratação histórica, diria eu, espetacular.

Em termos de vulto, Ronaldo no Corinthians e Ronaldinho no Flamengo foram contratações de maior impacto. Porém, ambos vieram da Europa após longos períodos de decadência técnica constante, pelo menos quatro anos cada um.

Forlán, por sua vez, chega ao Beira-Rio com o cartaz de craque da última Copa do Mundo, ocorrida há dois anos. Nesta Copa, lembremos, ele foi melhor que jogadores como Messi, Xavi, Iniesta, Sneijder, Casillas, Cristiano Ronaldo, Ribery, Lampard, Rooney... 

Além disso, há um ano, liderou a Celeste Olímpica na conquista da Copa América. É um jogador que, se não chega no seu auge, chega num momento imediatamente posterior ao mesmo, podendo, portanto, atuar ainda em altíssimo nível.

Se não bastassem todos os méritos e feitos de Diego Forlán dentro de campo, fora de campo o Colorado contrata mais do que um jogador de futebol: contrata um cidadão. O capitão da Seleção Uruguaia é um profissional de primeira grandeza, um sujeito esclarecido, com boa formação e boa cabeça. É uma liderança positiva, que só fará bem ao conturbado vestiário do Inter.

Eu, que tanto critico a direção colorada, tenho a obrigação de, agora, elogiá-la. A contratação de Forlán foi um lance de ousadia e de grandeza do Sport Club Internacional. Falta ainda, no mínimo dos mínimos, e com o máximo de benevolência possível, um grande zagueiro. Mas Diego Forlán, por si só, pela sua imagem, pela sua capacidade técnica inquestionável e pela retomada de ânimo que representa, é um reforço extraordinário.

Cabe agora a Dorival Júnior encontrar o melhor espaço para que Forlán atue. Não duvido que o treinador o mantenha longe do gol, assim como já faz com Dagoberto. Não é esta a posição do uruguaio. Ele é o típico ponta-de-lança, podendo ser ou o quarto homem de meio, ou o segundo atacante, preferencialmente. Se D'alessandro permanecer (pela questão do número de bons estrangeiros do elenco, tenho o sentimento de que dessa vez El Cabezón se vai à China), o ficha um para sair da equipe é Dagoberto, que viraria uma opção de luxo. Sem D'ale, acredito numa composição de Forlán com Oscar, municiando Dagoberto e Damião (ou quem vier para o seu lugar) mais à frente.    

Seja na posição que for, ficam duas certezas: (1) o Inter ganha, e muito, com a contratação de Forlán; e (2) preparem-se, porque a cada janela de transferências a nossa querida imprensa esportiva dará "furos" de interesses do São Paulo, do Boca, do Real Madrid, do futebol da China, dos Emirados Árabes e do raio que o parta pelo uruguaio. É assim que as coisas caminham por estas bandas... 

quinta-feira, 5 de julho de 2012

DC: pelo terceiro ano consecutivo, indicado ao Prêmio Top Blog

Foi com grande alegria que recebi hoje em meu e-mail a notícia da indicação, pelo terceiro ano consecutivo, do Dilemas Cotidianos para o Prêmio Top Blog, considerado por muitos o Oscar da internet brasileira. 

Só o fato de ser indicado já me orgulha muito. O DC vem crescendo bastante ao longo do tempo, e a participação, mais uma vez, desta disputa, só vem a comprovar isto.  

Agradeço bastante aos seguidores, aos leitores, e àqueles que participam do blog comentando, elogiando, criticando, enfim, incentivando-me a seguir com esta iniciativa que é, acima de tudo, um grande prazer para mim.

A partir do dia 14 de julho, inicia-se a votação por meio do júri popular. Os leitores poderão votar no Dilemas Cotidianos através do link ao lado direito da tela, o qual já é possível visualizar desde já. 

O primeiro turno vai até o dia 30 de setembro.

Àqueles que apreciam o blog, peço que não apenas votem, mas também divulguem a participação do DC no Top Blog 2012 da forma que considerarem mais conveniente.

Não esqueçam: a votação começa no dia 14 de julho, e para votar no Dilemas Cotidianos, basta clicar no link ao lado direito da tela.

Conto com vocês!

Esquimós

Pedro e Sérgio, conversando na lancheria:

- Pedro, eu estava pensando numa coisa essa noite...
- Hum... O que é?
- Os esquimós... Eles usam desodorante?
- Ué... Acho que sim...
- Mas... Pra quê? Eles estão no frio! Nem devem suar! Acho que não usam...
- Claro que usam! É uma regra básica de higiene!
- Será mesmo?
- Óbvio!

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Masturbação ideológica

- Ai, ai... Ui... Isso, isso... Humm... Humm...
- Filho, você deixou a porta aberta e... Meu Deus!
- Mãe!
- O que você está fazendo? Levanta essa calça!
- Sim, sim...
- Se masturbando, filho? Céus!
- Eu posso explicar...
- O que você tá vendo nesse computador? Sai daí! Eu vou ver!
- Mãe...
- Fotos do Che Guevara? 
- Mãe... Deixa eu tentar...
- E o papel de parede... Marx?
- Er...
- Os downloads, aqui... Deixa eu ver... Hino da Internacional... Fotos do Marx, do Engels, do Trotsky... Vídeo sobre a Revolução Russa!
- É que...
- E debaixo da cama, deixa eu ver! Aqui! "O Capital"! Olha só! As páginas todas grudadas!
- Mãe... Por favor...
- Você é um... É um... Masturbador ideológico?!
- É difícil pra mim... Mãe...
- Isso é sério, filho! É por isso que você demora tanto no banho também?
- Er... Sim, mãe... Eu fico imaginando várias coisas... Eu fico pensando... Na teoria da mais-valia... Na revolução... Ai, eu imagino a ditadura do proletariado... A sociedade sem classes...
- Filho, você tem que parar com isso! Você está se matando aos poucos! Você precisa de ajuda!
- Não, mãe! Não! Não preciso!
- Quem sabe uma Playboy? Uma Sexy? Sites de pornografia? Você precisa ser um garoto normal! Ter uma vida mais saudável!
- Não, mãe! Essas mulheres gostosas peladas são o símbolo de uma sociedade capitalista opressora que objetifica o ser humano, tornando-o mercadoria! Não posso fazer parte disso!
- Vou ligar pra uma clínica! Você não pode ficar assim! 
- Não, mãe, por favor!
- Desculpa, filho. É para o seu bem. Isso vai acabar te matando.
- Não, mãe! Nããããooo!!!

terça-feira, 3 de julho de 2012

Pequeno lapso de memória

- Opa! Oi, Cristiane! Que bom te ver!
- Oi...
- Como vai a vida?
- Bem, bem...
- Hehe...
- Er... Desculpa a pergunta... Mas... Quem é você?
- Ora, sou o Paulo!
- Paulo?
- Sim! O Paulo! Nós fomos casados por dez anos!
- Nossa... Não tô lembrando...
- Passamos a lua-de-mel em Fernando de Noronha...  Tá lembrando?
- Hummm... Ainda não...
- Tivemos três filhos!
- Er... Quais deles? Só pra confirmar...
- O Lucas, a Patricia e o Diogo.
- Ah, sim, agora tô me lembrando! Não conseguia associar o nome à pessoa. Jurava que eu tinha tido o Lucas e a Patrícia no casamento com o Gilmar, e o Diogo no casamento com o Fernando... Desculpa pelo esquecimento, viu? É tanta correria na vida, tanto trabalho, que a gente acaba passando batido por essas coisinhas.
- Sem problemas! Sei bem como é isso!  
- Certo... Bom te ver... Er... Paulo, né?
- Isso, isso! Bom te ver também, Cristiane! Nos falamos por aí! 
- Tchau, tchau!

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Crime imperfeito

Janaína chega em casa:

- Boa noite... Meu Deus! Meu Deus!
- Calma, senhora! Não faça barulho! Vai ser pior pra você!
- Não, não é possível!
- Eu posso explicar...
- Não, não e não! O que você fez? O que você fez?
- Se a senhora ficar calada, vai ser melhor pra nós dois... Eu perdi a cabeça...
- Oh, Deus! Oh, meu Deus! Não acredito!
- Eu matei o seu marido, sim... Não pude evitar... Ele reagiu ao assalto...
- Não pode ser! Não estou vendo isso! 
- Mantenha a calma, por favor! Tô tendo que fazer esses cortes aqui, mas...
- Meu tapete! Por que você está esquartejando ele... No meu tapete novinho? Meu tapete! Meu Deus, meu tapete! Olha o que você fez! Como é que eu vou lavar isso agora? Esse sangue vai manchar o meu tapete novo! Não pode ser! Não pode ser! Por que não colocou pelo menos um jornal embaixo? Por que não levou o corpo para a cozinha, para a área de serviço? Não, meu Deus! Meu tapete!