sexta-feira, 18 de maio de 2012

Lembrança e esquecimento

Esquecer. Lembrar. Nem tudo que é ruim deve ser esquecido. Nem tudo que é bom deve ser lembrado.

O grande desafio da vida talvez seja o de conjugar esquecimentos e lembranças. É esta conjugação que nos faz aprender. E é este aprendizado que nos faz crescer.

No entanto, muitas vezes esta conjugação é falha. Algumas coisas permanecem na mente, por mais que tentemos evitá-las. E algumas lições práticas se vão embora quando, de alguma maneira, nos deparamos com o nosso componente mais humano: os sentimentos.

É então que toda nossa teoria e nossa prática desmoronam, solenemente. Aprender não é suficiente. É necessário aprender a aprender. É aí, nesse ponto, que falhamos. É aí que nos lembramos do que devíamos ter esquecido. É aí que nos esquecemos do que deveria ser lembrado.

Somos, a rigor, seres mal programados. A frieza dos cálculos, por mais desejável que seja, se esvai quando o coração acelera. Para nós, não há manual de instruções. Não, não somos máquinas! Somos humanos! É este nosso maior encanto. É esta a nossa pior tragédia.

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