segunda-feira, 14 de maio de 2012

Do título que veio

Não foi nada fácil. O Internacional penou um tanto. Mas, como era de se esperar, sagrou-se Bicampeão Gaúcho frente ao Caxias. Completa, assim, uma trajetória de 11 anos consecutivos conquistando títulos. Entre 2002 e 2005 conquistou o tetra estadual. Em 2006 conquistou Libertadores e Mundial. Em 2007, foi a vez da Recopa Sul-Americana. Em 2008, mais um Gauchão, além da Copa Sul-Americana e da Copa Dubai. Em 2009, o Bi Gaúcho e a Copa Suruga Bank. Em 2010, o Bi da Libertadores. Em 2011, Gauchão e Bi da Recopa Sul-Americana. E, agora, em 2012, mais um Bicampeonato Gaúcho.

A partida de ontem à tarde começou extremamente complicada para o Colorado. Com três volantes, o time de Dorival Júnior não tinha força ofensiva, Dátolo e Tinga faziam partida horrorosa, e a coisa não deslanchava. Para piorar, o Caxias, aproveitando-se de tal instabilidade, cresceu no jogo, criou situações de gol e levou absoluto terror à defesa do Inter nas bolas paradas (sempre elas). Numa dessas ocasiões, abriu o placar com Michel. E, assim, com inesperada autoridade, a equipe grená terminou o primeiro tempo em vantagem.

Na segunda etapa, Dorival colocou o Internacional para frente. Tirou os péssimos Dátolo e Tinga, e colocou D'alessandro e Dagoberto. A partir daí, o jogo foi totalmente outro. Saía de campo um Inter tímido, burocrático e um tanto desleixado para a entrada de um Inter agressivo, impetuoso, cheio de imposição ofensiva. Porém, tal melhora não se refletiu de imediato em gols. Quando teve um pênalti a favor, inexplicavelmente batido por Nei, quando D'alessandro, o batedor oficial, estava em campo, o time alvirrubro desperdiçou. Paulo Sérgio, goleiro do Caxias, então começou a empilhar milagres, um atrás do outro.

A pressão do Inter só fazia crescer, e a maior qualidade técnica do time de Porto Alegre gritava a cada ato do jogo. Seria insustentável a vitória do Caxias. E assim o foi. Sandro Silva, mais uma vez um gigante em campo, fez o gol do empate, com sobras de raça. Aí, amigos, o Beira-Rio cresceu, o time veio junto, e o Caxias, outrora perigoso, virou presa fácil. O inevitável, então, ocorreu: Damião, de cabeça, deu números finais ao jogo. Inter, 2 a 1. Bicampeão Gaúcho.

É sempre bom ganhar, é sempre bom conquistar títulos. O Colorado segue sua trajetória vitoriosa. No entanto, tem que querer mais. A dimensão que o clube retomou nos últimos anos torna obrigatória a busca por vôos mais altos, sempre. Para isso, há muito a ser melhorado. Reforços deverão, sim ou sim, ser contratados, principalmente para a defesa. O ataque também merece uma maior gama de opções, haja vista a iminente dispensa de Jô, que já não era grandes coisas, e a também provável venda de Damião no meio do ano. A base do elenco do Inter é bastante interessante. Mas não é suficiente para sonhar com o Campeonato Brasileiro, que exige grupo grande e de qualidade, por ser uma competição de fôlego. 

Neste momento, ora pois, estão postas inegavelmente em teste a agilidade e a competência dos homens que comandam o futebol colorado. Tomara que eles sejam aprovados. Para o bem do Inter.

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