quarta-feira, 25 de abril de 2012

Vantagem sutil

Não foi o resultado esperado. Uma vitória seria o ideal no Beira-Rio. Mas o 0 a 0 da noite de ontem não foi de todo ruim para o Colorado. Agora, no Rio, qualquer empate com gols classifica o Inter. Um novo 0 a 0 leva o confronto para os pênaltis.

O primeiro tempo do Internacional foi muito fraco. O Fluminense teve total controle do jogo durante os 45 minutos iniciais. Muito disso se deveu a um posicionamento problemático do meio campo colorado. Os jogadores do setor estavam distantes entre si. Dagoberto por ali, como um meia lateralizado, não rende absolutamente nada. Além de demasiadamente espaçada entre si, a meia cancha colorada deixou Damião abandonado, isolado. Foi por aí que o Tricolor carioca exerceu seu domínio: mais compacto, mandou no setor central.

Na segunda etapa, com a entrada de Jajá no lugar de Dagoberto, o panorama mudou completamente. Por ser um típico ponta-de-lança, o "homem-bomba" puxou o meio de campo do Inter para mais perto de Damião. Além disso, os meio-campistas se aproximaram mais, e o time passou a ter maior lucidez na criação de jogadas ofensivas, que havia sido nula até então. O Colorado, a partir daí, conseguiu se impor e criar chances. Teve um pênalti a favor, desperdiçado por Dátolo, de fraca atuação individual. E continuou martelando até o fim, sem, no entanto, marcar o gol.

Agora fica tudo para o Rio de Janeiro. O Fluminense jogará pra frente, dará espaços. Tende a ser um jogo mais franco do que no Beira-Rio. E isso é bom, pois esta característica oferecerá boas possibilidades de gols para o Inter, que terá mais campo para jogar. Por isso, o Colorado terá que ser agressivo, trocar golpes e buscar o ataque. Não pode se limitar a apenas defender. Se fizer pelo menos um gol lá, o Internacional garante a vantagem do empate. A ousadia é, portanto, ingrediente necessário para a busca da vaga.

A certeza que fica, acima de qualquer outra coisa, é que, sim, dá para o Inter se classificar no Engenhão.  

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