sábado, 28 de abril de 2012

Alguma surpresa?

Quando os tribunais deram ganho de causa ao São Paulo, Oscar saiu do BID colorado em tempo real.

Nunca antes na história deste país, a CBF havia sido tão ágil.

Oscar, impedido de exercer sua profissão, impedido de escolher seu local de trabalho, penou.

O Inter, sem Oscar, que vinha fazendo uma temporada excelente, também penou. 

Agora, o ministro Guilherme Caputo Bastos concedeu habeas corpus para o jogador.

Conferiu liberdade para Oscar jogar onde bem quisesse.

E ele quer o Inter.

Sempre quis.

Deixou claro aos quatro ventos a sua vontade.

Mas a CBF, aquela de outrora fenomenal agilidade, prestativa em tudo que diz respeito às decisões da justiça, agora se fez de desentendida.

Disse que "precisava de maiores esclarecimentos".

Quando os "maiores esclarecimentos" de parte do ministro vieram, inclusive desenhados, "faltou pessoal para a realização do procedimento".

O BID, ao bel-prazer da entidade máxima do futebol brasileiro, fica mais ágil ou mais lento, conforme as conveniências, os interesses e os atores envolvidos.  

Oscar, para o Inter, só a partir da quarta-feira.

Acho que não é bem "pessoal" o que faltou.

O que faltou foi outra coisa.

Não vou dizer o que é, para não ser óbvio.

O leitor saberá tirar suas próprias conclusões.

Surpresa? Espanto?

Não, definitivamente não.

Vindo de onde veio, esse tipo de coisa já seria de se esperar.

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