quarta-feira, 4 de abril de 2012

3 pontos: o presente de aniversário ideal

Neste 4 de abril de 2012, a torcida colorada deseja apenas um presente de aniversário para o clube: os três pontos diante do Santos. Pontos preciosos. Pontos que valem virtualmente a vaga na próxima fase. Pontos que podem valer, quiçá, a liderança do grupo e a vantagem de decidir em casa nas fases posteriores da Libertadores da América.

Para que estes três pontos possam ir para a conta do Inter, é fundamental, em primeiríssimo lugar, que Dorival Júnior abandone a síndrome de vira-latas que lhe domina a cada momento em que fala de Santos e, principalmente, de Neymar. O Santos é bom time, sim. Mas está muito longe de ser imbatível. Possui fragilidades defensivas flagrantes. Se o ataque e meio de campo colorados instigarem os zagueiros santistas ao erro, eles errarão. E um sistema ofensivo que conta com Dátolo, Dagoberto e Damião pode fazer um tanto de gols nessa defesa.

Para isso, a postura do Inter terá de ser, sim ou sim, agressiva. Nada de pensar em repetir a horrorosa "tática Pampers" que vimos na Vila Belmiro. O Colorado, mesmo desfalcado, é tão time quanto o Santos. E contará com o apoio de praticamente 40 mil colorados.   

E Neymar? 

Sou suspeito para falar, mas lhes digo, meus  caríssimos amigos, que o atacante de penteado ridículo está longe, muito longe de ser "imarcável". Fez o que fez na Vila Belmiro porque, ao driblar, viu os zagueiros e volantes do Inter, afogados nas declarações diarreicas de Dorival Júnior, praticamente pedirem desculpas por estarem ali e até por terem nascido. Hoje tem de ser diferente. Tem que chegar no Neymar. Com força, com virilidade, sem medo e sem admiração. Se ele vai chorar e contar tudo para a mamãe depois do jogo, problema é dele. Neymar tem que saber que no Beira-Rio a banda toca outra música, bem mais pesada.

Quanto à escalação, considerando os desfalques e as opções disponíveis, me parece a mais equilibrada. São três volantes, mas Tinga tem uma capacidade de movimentação no sentido vertical que os volantes que jogaram em Santos, por exemplo, não tinham. Dados os desfalques (desfalques de verdade, dessa vez, pois ninguém ficou de fora por alguma punição estúpida do técnico), esta me parece a melhor alternativa de formação. As opções mais típicas de meias seriam João Paulo, de desempenho pífio, e Jajá, que, por ora, está mais para folclore do que para jogador de futebol. Com isso, Tinga na meia pode não ser o melhor prato, mas é o prato que se tem para o momento.

O que importa é que saibamos que, apesar de dificílima, a partida de logo mais está longe de ser invencível. O Santos é bom time, Neymar tem seu valor, mas nem o Santos é o Barcelona, nem Neymar é o Messi. Dá pra ganhar. E pra ganhar, o Inter tem que se impor. 

Que o medo se limite às ultimamente infelizes frases de Dorival.

Coragem, colorados!

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