domingo, 25 de março de 2012

Porto, para os íntimos

É mais um aniversário de Porto Alegre.

Porto, para os íntimos.

É difícil definir a capital gaúcha em uma frase.

Porto Alegre é um quebra-cabeças.

É uma cidade que, se definida de maneira simplista, pode adquirir uma enganosa homogeneidade para os olhos menos atentos.

Porto Alegre é única, sim.

Mas, ao mesmo tempo, Porto Alegre é muitas.

E Porto, ainda em sua heterogeneidade, não é composta apenas por lugares.

Porto Alegre é feita, acima de tudo, de momentos.

Pequeninos, grandiosos, singelos...

Porto é o chimarrão na Redenção.

É o movimento frenético de uma quarta-feira  ao meio-dia na Andradas.

Porto é shopping, é a correria de fim de ano.

E é camelô, também.

Porto é a Polar gelada nos bares da Cidade Baixa.

É o calor escaldante de janeiro, é o frio de renguear cusco de julho.

Porto é a caminhada no Marinha.

É o gasômetro, é o pôr-do-sol do Guaíba.

Porto é um simpático fim de tarde em Ipanema.

É o panfleteiro na Voluntários.

Porto é o luxo da Bela Vista.

É a luxúria profana e encardida da Farrapos.

Porto é Inter, Porto é Grêmio.

É a vibração na Goethe.

Porto é a excursão de colégio na Praça da Matriz.

É a manifestação no Largo Glênio Peres.

Porto é o passeio na Feira do Livro comendo pipoca.

É chegada, é partida, é amor, é coração partido. 

Porto Alegre é feita, acima de tudo, de momentos.

Pequeninos, grandiosos, singelos...

Por isso mesmo, ela se recria permanentemente.

Talvez seja a mais heraclitiana das cidades.

Sempre haverá uma nova Porto Alegre por conhecer.

Sempre haverá uma nova Porto Alegre por ser vivida.

240 anos.

Porto sou eu, Porto é você, Porto somos todos nós.

Parabéns, minha querida cidade.

2 comentários:

Tania disse...

muito bom Bruno!!!!!

Bruno Mello Souza disse...

Oi, Tania!

Muitíssimo obrigado por prestigiar e comentar aqui!

Abração!