quinta-feira, 1 de março de 2012

Confissões no quarto

Leandro se acorda no meio da noite com o choro de Anita, sua namorada:

- Ô, meu bem, o que aconteceu? Por que você tá chorando?
- Ai, amor... Deixa pra lá...
- Pode falar, Anita... Pode se abrir.
- Será que você não vai ficar bravo?
- Claro que não! Pode dizer!
- É que eu tenho uma coisa pra te confessar...
- O que foi? Pode falar!
- Eu... Eu te traí.
- Ai, meu bem... Tá... Tudo bem... Como é que foi?
- Qual das vezes?
- Foi mais de uma, então?
- Foi... Foi...
- Er... Com quem foi?
- Teve uma com um amigo de longa data...
- Hum... O Pedro?
- Sim, ele... Me perdoa?
- Tudo bem, tudo bem...
- Também fiquei com o teu amigo, o Jéfferson...
- Ah, não! Ah, não! Ele era o meu melhor amigo! Que sacana! Nunca mais olho na cara daquele crápula!
- Não fica assim... Me perdoa?
- Tá... Perdôo...
- E teve também o meu primo...
- O Breno? 
- Sim, ele...
- Porra! Eu odeio o Breno! Podia me trair com qualquer um... Mas... Com o Breno?
- Desculpa... Por favor, me perdoa!
- Tá... Tudo bem...
- É... E teve o teu irmão, também...
- Hein? O Vander? Mas que filho da puta!  
- Pois é... Aconteceu...
- Mas... Mas... 
- Ai, amor... Por favor... Não fica assim... Me perdoa?
- Ô, meu bem... Te perdôo... Tá tudo bem...
- Bom... Sabe o seu pai?
- Er... Não... Você não...
- Sim! Mas aconteceu! Não foi culpa minha! E nem dele! Rolou! Coisa de momento!
- Meu Deus do céu!
- Ai, amor... Pára com esse ciuminho besta!
- Pombas...
- Me perdoa?
- Tá... Tá... Eu perdôo. Como é que eu poderia não te perdoar? 
- Ai, que bom!
- Er... Tem mais alguém?
- Não, não, Lê... Eram só esses.
- Ah, menos mal.
- Tudo bem, então?
- Sim... 
- Você sabe que eu te amo, né? 
- Óin... Também te amo.
- E quero que você saiba que, aconteça o que acontecer, você sempre vai ser único pra mim. 
- Sim, eu sei que sou único. Por isso que confio tanto em ti, meu bem.
- Ai, você é um fofo!

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