quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Andrade Gutierrez: um cafajeste na vida do Inter

Parece um conto de fadas às avessas. Estava lá o Inter, levando sua vida, reformando sua casa aos poucos, dentro de suas possibilidades, quando, então, com voz macia e sedutora surgiu a tal da Andrade Gutierrez, prometendo mundos e fundos, e um limite estupendo no cartão.

O clube ficou instantaneamente seduzido (e não posso deixar de lembrar que eu fui um dos que defenderam a parceria, aqui mesmo, no DC). Tal qual uma mocinha desvairada e apaixonada, parou tudo. Com isso, tornou-se refém.

De forma passiva, o Colorado foi estreitando as relações. E a tal Andrade Gutierrez ali, sempre fazendo a cabeça da mocinha. Os pais e alguns parentes alertavam para os perigos de paixão tão repentina. Mas a mocinha acreditou. Jogou-se de corpo e alma nos braços daquele rapaz, meio obscuro, meio misterioso.

A mocinha, crente nas palavras da Andrade Gutierrez, engravidou. Os problemas do Inter com seu estádio assemelham-se muito a uma gravidez: vão crescendo, crescendo, crescendo... E dando cada vez mais enjôos.

Aí, meus amigos, revelou-se de uma vez por todas a verdadeira face da Andrade Gutierrez. Trata-se de um cafajeste da pior espécie. 

Enquanto a moça, desesperada, descabelava-se, ele, o cafajeste, mantinha-se escondido em algum lugar. Nada era com ele. A mocinha ligava, a mocinha mandava mensagens, a mocinha buscava contatos para ao menos resolver a situação. Mas o rapaz não atendia, o rapaz não respondia. De vez em quando, mandava um e-mail evasivo que nada dizia. E nada mais.

A criança está quase nascendo. A gravidez de risco vai chegando ao fim. Talvez dê em aborto. A família toda pressiona. E a Andrade Gutierrez continua fingindo que não é com ela.

O erro da mocinha: deixar de trabalhar e de ter sua independência logo de cara, sem ter maiores certezas acerca do caráter do sujeito. Amoleceu as pernas, esqueceu-se que sempre fora uma mulher forte. Entregou-se demais a quem não merecia. Confiou demais em quem prometia casamento mas, no fim das contas, só queria uma noite de sexo.

Final feliz é praticamente impossível. O que sobra? Um final minimamente digno. E só.

Que ela dê um pé na bunda do sem-vergonha e siga sua vida criando seu bebê da maneira que der, mesmo que com dificuldades. Que faça um DNA e arranque uma pensão gorda, até mesmo para compensar tudo o que ela passou até então. E que este pesadelo acabe logo.         

Não dá mais pra AGuentar.

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