quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Uma noite

No meio das trevas, ele caminha.
Está pronto para sangrar.
Maldita anestesia, curtíssima duração.
Sonora inconsequência, como se o amanhã não existisse.

Entrega a alma por migalhas.
Perde o pouco que ainda tem.
Mas nada parece lhe importar esta noite.
Luta contra seus demônios interiores, busca algum motivo nas ruas vazias.

Satisfação na carne e no copo de whisky.
A besta sorri e brinda, escuridão e disfarces. 
Ela dança, e dança, e dança.
Nada que ultrapasse o próximo segundo parece importar.

Um corpo violado, agressão à frente de seus olhos.
O sangue ferve, o sangue borbulha.
Soma-se à maldade reinante, agora ele é mais do mesmo.
Cegueira total, e nada mais pode lhe segurar.

Vislumbra alguma luz, agora está livre e pode libertá-la.
Deixa vazar toda a sujeira do seu coração.
O amanhã abre-se então, agora ele existe.
Estende a mão, ainda há salvação nesse território de ninguém.  

2 comentários:

♥ Evelin Pinheiro ♥ disse...

Confesso que não entendi muito. Acho que neste começo de ano minha mente tá um pouco limitada...rsrs
Mas de qualker forma, sua forma de escrever é sempre brilhante!!!
Feliz 2012, muito sucesso pra vc!
Passa lá, tem postagem nova!
BeijO
evesimplesassim.blogspot.com

Bruno Mello Souza disse...

Oi, Evelin!

Muito obrigado pelo comentário!

Um feliz ano novo pra ti, também!

Beijos.