segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

O fico de D'ale

D'alessandro fica. Depois de muita expectativa e apreensão geradas pela proposta chinesa, ontem veio a resposta definitiva, e para muitos, até surpreendente: D'alessandro fica.

Se tanto critico a direção do Inter em tantos momentos, neste, agora, não posso deixar de elogiá-la. O esforço feito para manter D'ale é uma demonstração de grandeza. É uma demonstração de ambição. É uma demonstração de que, sim, vamos com tudo buscar o Tri da Libertadores. Se conseguiremos ou não, é outra história. 

A manutenção do argentino não é simplesmente a manutenção de um grande jogador, de uma peça fundamental de um momento específico da vida do Inter. A manutenção de D'alessandro significa muito mais do que isso. "El cabezón", até ontem, poderia facilmente ser colocado como um dos maiores craques da centenária história colorada. A partir de ontem, porém, D'ale mudou seu status. Deixou de ser apenas um grande craque da história do Inter. Passou a ser um mito da história do clube.

D'ale não é idiota. O dinheiro chinês era apenas isto, dinheiro. Na China, ele morreria para o futebol. Seria esquecido, e poderia esquecer a seleção do seu país. Aqui, no Inter, com reforço significativo no bolso, ainda que não parecido com o que ganharia dos homens dos olhos puxados, D'alessandro está num clube grande, ambicioso, disputando grandes competições bem pertinho da Argentina. Aqui, D'ale está vivo para o futebol. Aqui, D'alessandro ama e é amado. Lá, na China, ele seria tão somente uma prostituta de luxo. 

D'ale deu um "la boba" em todos nós. Ficou. E como isso é importante! E como isso dá ânimo, não só para a Libertadores, como para o ano todo de 2012! No coração de cada torcedor colorado, está latejando uma imensa alegria. No coração do tatuado D'alessandro, surge a mais importante das tatuagens, definitiva, absolutamente impossível de apagar: o S, o C e o I entrelaçados. D'alessandro é colorado.

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