domingo, 8 de janeiro de 2012

Nova era

Uma nova era, os mesmos velhos homens.
Antigos vícios, as mudanças cortam como o vento frio no rosto.
Barbárie do novo milênio, mortos e doentes caem pelas ruas.
Sentimos dor, não nos importamos mais.

Estamos conectados ou acorrentados?
Tudo e nada são a mesma coisa.
Navegamos por mares traiçoeiros.
Realidade ou ficção, imaginação ou crueldade?

Os segundos passam, as angústias aumentam.
Alto mar, suor frio, mãos geladas, medo...
Leve-me à terra firme, garota.
Fujamos do naufrágio iminente.

Teclas e lâminas, espera por um devir desesperador.
Palavras mal ditas são então palavras malditas.
O amanhã está aqui, o amanhã machuca mesmo que nunca venha a existir.
Sensações anárquicas, golpes sutis.

Fantasmas na tela, almas que se perdem.
Sorria para a melhor foto, chore sob os lençóis.
Bombardeio de imagens, banquete de pílulas.
Quanto mais você aparece, mais você se apaga...
  

2 comentários:

fernusports disse...

Olá Bruno

É uma nova era de terror né rs
A gente mais recua do que avança.
abrssss

Bruno Mello Souza disse...

Olá, Fernando!

É bem por aí, mesmo.

Muito obrigado pelo comentário!

Estás convidado a voltar mais vezes ao DC!

Abraço!