sábado, 14 de janeiro de 2012

Cadê o zagueiro?

É público e notório, desde o ano passado, que o Inter precisa de um grande zagueiro com urgência. Se há Moledo em grande fase por um lado, por outro os demais zagueiros não inspiram confiança. Bolívar tem sido lamentável. Romário e Dalton têm potencial, mas seria uma temeridade compor uma dupla de zaga muito jovem para a disputa de uma Libertadores. Índio, dentre os que aí estão, parece ser a melhor solução para jogar pela esquerda. No entanto, a idade pesa. E ele não pode, por exemplo, jogar duas partidas por semana em alto nível. Seu desempenho cai dramaticamente.

A direção de futebol colorada parece ciente desta necessidade. Anápio e Fernandão tentaram o ótimo Naldo, do Werder Bremen. Não deu. E, agora, com a recusa do time alemão, parecem (estou dizendo PARECEM) meio desorientados. Os nomes cogitados não me empolgam, à exceção de Miranda. Gil, Lisandro Lopes e Matías Martinez não passam de apostas. E o Colorado precisa de um jogador que desça no Salgado Filho, vista a camisa vermelha e saia jogando em alto nível. Não há chance nem tempo para equívocos de avaliação. O zagueiro que vier tem de ser um jogador absolutamente afirmado.

O bê-a-bá do futebol diz que se deve fazer as tratativas em várias frentes. Enquanto negociavam com Naldo e Werder Bremen, os dirigentes deveriam estar também negociando com um plano b e um plano c, no mínimo. E, claro, jogadores do mesmo nível. É o mínimo que se espera. Travar uma negociação, perdê-la e começar outra, com outro jogador, do zero, seria ingenuidade. O tempo urge. Se Miranda é o plano b, eu gostaria de saber qual é o c (e é bom que haja um plano c). Não quero acreditar que sejam os nomes ora especulados. Se forem, isso denota falta de política de futebol. É como tentar namorar a Luana Piovani e, depois do fora, dar em cima da Fafy Siqueira. Se o Inter quer um grande nome, não pode abrir mão dessa política: tem que persegui-lo até o fim. Se é pra apostar, que se aposte, aí sim, nos da casa.     

Até agora, o Inter fez boas contratações, solucionando um dos dramas que o atormentaram no ano passado: a falta de um companheiro para Damião. Trouxe o excelente Dagoberto e, para a reserva, o muito bom Marcos Aurélio. A urgência da vez, e que é a maior de todas, é o tal zagueiro. Com um grande zagueiro, o Colorado fecha um time titular muito competitivo, com Muriel, Nei, Moledo, o tal zagueiro e Kléber; Guiñazu, Bolatti (ou Tinga, ou Élton), Oscar e D'alessandro; Dagoberto e Damião. 

Se estamos tão perto de ter um time confiável para buscar o Tri da Libertadores e o Bi do Mundial, resta apenas apelar mais uma vez para a direção: tragam logo este zagueiro! Trabalhem dia e noite, mas tragam este zagueiro!    

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