quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

3 pontos na largada: algumas observações

O Inter arrancou com três pontos no Gauchão 2012, graças à vitória conquistada diante do Novo Hamburgo. Mas, da partida de ontem, mais importante do que o resultado em si, é fundamental analisar a movimentação da equipe, e como as peças estão se colocando no esquema de Dorival Júnior.

Da defesa, pouco ou nada pode ser dito. Não houve maiores exigências ao setor. Os zagueiros, quando chamados ao confronto pessoal contra os atletas do Anilado, levaram vantagem sem maiores problemas. Nei, com muita raça, foi o melhor da linha dos quatro homens defensivos; Kléber, o oposto simétrico de Nei, foi o pior, com a notória displicência que o caracteriza.

No meio campo, Guiñazu foi o de sempre: determinado, correndo muito, marcando implacavelmente, e acertando todos os passes curtos. Josimar, a surpresa da escalação, jogou um feijão com arroz sem tempero. Colocá-lo à frente de Bolatti na escala de volantes colorados é crime lesa-Inter. O argentino, por sinal, ao entrar em campo, provou exatamente isso: por pior que seja o momento técnico que possa estar vivendo, é jogador de qualidade superior. Já na armação da equipe, Oscar foi o grande nome, o grande maestro. Assumiu a responsabilidade de ser o dono do meio campo colorado e não decepcionou. Fez o gol da vitória e foi o melhor em campo. João Paulo, por sua vez, esteve mal tecnicamente, e pareceu sentir o peso de substituir D'alessandro. 

No ataque, Damião pouco produziu. A bola quase não chegou ao centroavante do Inter. A ausência de D'ale contribuiu para isso, sobrecarregando Oscar. Além disso, Dagoberto, ainda desembocado, esteve discretíssimo em campo. A estes elementos pode ser atribuído o desempenho modesto do setor ofensivo colorado na noite de ontem.

A maior preocupação que ficou, pensando principalmente em termos de Libertadores da América, reside na ausência de D'alessandro. Se for confirmada a venda do meia para o gloriosíssimo Shangai Shenhua, do não menos glorioso futebol chinês, é público e notório que o Inter não tem reposição à altura no elenco. Terá que contratar. Fala-se em Dátolo. É muito bom jogador. Mas não chega nem perto de ser o craque que "El cabezón" é. Vamos esperar os desdobramentos da história. 

Ah, isso que nem mencionei o tal zagueiro de primeira linha, que não há no elenco e que, se não for buscado, terá, mais cedo ou mais tarde, sua ausência amargamente sentida.

O negócio, considerando tudo isso, é tentar confiar na capacidade da direção do Inter para buscar as peças que faltam, o meia (no caso de D'alessandro efetivamente ser negociado) e o beque. E torcer, torcer muito, torcer fervorosamente para que dê certo.

Confesso que estou seriamente preocupado com os confrontos com o Once Caldas.

2 comentários:

Letticia Medeiros disse...

ADOREI ESTOU SEGUINDO BJIM

Bruno Mello Souza disse...

Oi, Letticia!

Muito obrigado pelo comentário, e por seguir o DC!

Volte sempre!

Beijo.