segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Inter na Libertadores 2012

A vitória sobre o Grêmio no domingo garantiu ao Inter uma vaga na Libertadores de 2012. O Colorado entrará na primeira etapa, de mata-mata, que antecede a fase de grupos. 

Sem dúvida, é bom estar mais uma vez na competição mais importante da América. Porém, tal fato não deve ser comemorado tão entusiasticamente. Critiquei o Grêmio quando este comemorava exageradamente conquistas de vagas nos últimos anos. Não é agora que mudarei de opinião e postura. Vaga é vaga. E o Inter tem que perseguir títulos.

Para a folha de pagamentos que o Colorado possui, ganhar uma sofrida quinta posição no Brasileirão é pouco. Isto aconteceu graças a uma administração que cometeu muitos erros que não podia ter cometido. O Inter titubeou em muitos sentidos: não deu respaldo ao Falcão, desperdiçou preciosos pontos sob o comando de um aspirante a treinador (Osmar Loss), perdeu tempo com ex-jogadores e alguns pernas-de-pau, deixou de ser incisivo em momentos cruciais do campeonato. 

Com tudo isso, porém, o Inter chegou à Libertadores. Mesmo mal administrado em seu departamento de futebol, o Colorado chegou. Isto aponta, evidentemente, o crescimento absurdo que o clube teve nos últimos anos. Há dez anos, conquistar uma vaga à Libertadores era um sonho, quase uma utopia. Hoje em dia, é obrigação.

Hoje, o Inter não só participa frequentemente da Libertadores, como banalizou o fato de conquistar uma vaga para a mesma. E isto é extremamente positivo. Hoje, a vaga por si só não satisfaz, como satisfaria antigamente. Ela só vale alguma coisa se for para disputar o título, o qual já foi conquistado pelo alvirrubro duas vezes nos últimos seis anos.      

Precisamente pela dimensão que tomou, de ser um dos gigantes da América, o Internacional tem que se repensar profundamente para a próxima temporada. O clube tem que saber por que ganha e por que perde. 

Luís Anápio Gomes, o vice de futebol, visivelmente não entende quase nada do riscado. Por isso, talvez uma mudança no departamento de futebol seja deveras importante para evitar que o ainda inexperiente Fernandão fique sobrecarregado. 

O elenco, por sua vez, apesar dos altos valores salariais globais, é insuficiente para se sonhar com título de Libertadores. Isto ficou mais do que provado ao longo do ano (não esqueçamos que frequentes vezes morremos nas mãos de Delatorres, Jôs, Bolívares, dentre outros menos cotados) Dispensas deverão ser realizadas, e não em pequeno número. E contratações pontuais e de primeira linha deverão ser feitas com relativa urgência, aliadas às jovens promessas das categorias de base.

A vaga conquistada no domingo só vale alguma coisa se for em nome do Tri da América. E, para conquistar o Tri da América, o Colorado precisa se oxigenar de maneira substancial. 

Portanto, Luigi, Fernandão, Dorival e cia: mãos à obra! E pra já! 

Nenhum comentário: