domingo, 20 de novembro de 2011

Mostrando as compras...

- Ô, filhão! Finalmente chegou, hein? Vem aqui tomar um champagne! Acabamos de jantar. Mas acho que ainda tem um pouco de magret de pato ao perfume de mel e especiarias. 
- Ô, pai, Já comi uma vitela ao Porto e compota de frutas secas na rua. Mas muito obrigado.
- E aí, como foram as compras?
- Foram ótimas! Acho que caprichei nas escolhas! 
- E o que você comprou? 
- Não comprei muita coisa... Olha aqui, ó... Três gravatas, duas camisas sociais, uma camiseta do Che Guevara, dois ternos, um par de sapatos, quatro blazers...
- Espera um pouco, espera um pouco...
- O que foi?
- Tem algo errado nessas compras... Algo muito, muito errado!
- Er... O que exatamente? Não é o que você está pensando...
- É o que estou pensando, sim!
- Pai... Eu posso explicar...
- Um blazer bege? Você comprou um blazer bege? 
- É... Comprei....
- Eu já tinha notado que você andava com um comportamento estranho... Mas... Comprar um blazer bege? Suma da minha frente! Não te criei para ter esse desgosto! Um blazer bege? Bege?
- Mas... Pai... Eu gosto de bege...
- Não, não e não! Não quero ouvir mais nada! Fora daqui! Fora! Fora! Que vergonha, meu Deus! Que vergonha! 
  

4 comentários:

Joicy Sorcière disse...

Olá, querido Bruno... Tudo bem!? Uma forma bem humorada de apresentar uma triste realidade! É bem por aí... Excelente domingão pra vc. bj

Bruno Mello Souza disse...

Olá, querida Joicy...

Muito obrigado pelo comentário. Fico sempre bastante feliz e honrado quando participas deste espaço, de verdade.

Desejo um bom domingo pra ti também.

Beijo.

Joicy Sorcière disse...

Oioioi Bruno... olha eu aqui de novo... Vim falar sobre seu comentário lá no blog. Obrigada, querido... me senti muito bem escrevendo aquela postagem! Com certeza a supervalorização de coisas superficiais, têm sido a base da vida de grande parte da sociedade. Acho que isso é uma questão cultural. Isso pode mudar de uma sociedade para outra... apesar que, com essa coisa de globalização as coisas estão se tornando “quase uma só” forma de pensar.
Sobre achar que dinheiro é a fonte da felicidade, não quero me apresentar como uma pessoa perfeita, pois estou muito longe disso! Ainda bem!!!! Até mesmo pq não há problemas em ver felicidade no dinheiro, por exemplo. O que não podemos é, como vc bem defendeu, colocar isso como base dessa felicidade... pois isso nos frustrará na primeira dificuldade.

Continue a flertar com a felicidade. Ela é uma boa companheira e como todo relacionamento, haverá altos e baixos. O diferencial está no acreditar que tudo vai ser melhor... Bjão e ótima semaninha

Bruno Mello Souza disse...

Sigamos acreditando sempre, Joicy! É isso que nos move!

Beijos, e boa semana pra ti também.