sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Ícaro e o sol

Um dia luminoso está nascendo pela janela.
Renovo-me na esperança de que algo novo aconteça.
Foram-se aqueles momentos, pintados no quadro de minhas lembranças.
E eu o observo todas as noites.

Você é o sol que brilha, sempre e sempre.
Te olhar agride minha retina.
Mas quero tocá-la, como um Ícaro alucinado e sonhador.
Queimo minhas asas, caio e levanto.

Não sei desistir, não sei abandonar aquilo que pertence ao meu íntimo.
Pode parecer fraqueza, mas estou convencido de que isto é demonstração de força.
Se não se vive para ao menos buscar nossos sonhos, para que viver, então?
E se o coração ainda pulsa, por que deixar de lutar?

"O que não me mata, me fortalece", diria o filósofo.
As feridas me deixam mais resistente, são motivo de orgulho.
E mesmo que eu esteja remando contra a maré, acreditarei sempre, pois tenho a força da vida.
Se ainda estou em pé, existe algum motivo para isso: eis minha certeza. 

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