domingo, 23 de outubro de 2011

Esportes ao pé da letra

O leitor mais assíduo do DC deve lembrar da história de um amigo meu que leva tudo ao pé da letra (http://dilemascotidianos.blogspot.com/2011/07/ao-pe-da-letra.html). Pois bem, ele andava tendo uma vida muito sedentária. Resolvi, então, incentivá-lo a praticar esportes. Mas não deu muito certo.

Primeiro, ele tentou o mais trivial: futebol. Até estava jogando bem. Porém, na hora de uma falta a favor do time dele, um companheiro gritou: "Chuta a bola no primeiro pau!" E ele obedeceu. Chutou no primeiro pau que viu. Era o do Marcão, colega de equipe. Agora, o Marcão fala fino e não pode ter filhos.

Mesmo com esse contratempo, ele continuou tentando a sorte, até o dia em que o treinador pediu que penetrasse por trás do lateral e cruzasse. O cidadão baixou o calção dele, o do adversário, e o cara, lógico, saiu correndo. Foi um horror... Ali, ficou sepultada sua carreira futebolística.

No entanto, ele continuou querendo praticar esportes. No basquete, teve vida curta. Na sua primeira partida, levou vinho, e o técnico achou um desrespeito. Tudo isso porque tinham dito para ele jogar perto do garrafão...

Fora do basquete, o vivente tentou a sorte no vôlei. Foi patético. Quando disseram que era a vez dele fazer o saque, saiu correndo desesperado atrás de um caixa eletrônico. Depois, os companheiros orientaram-no a dar uma manchete quando a bola viesse em sua direção. Não deu outra. Enquanto a bola vinha, ele começou: "Pesquisadores de Harvard fizeram um estudo..."

Sua última tentativa foi o boxe. Não tinha muito erro. Era só dar socos. Entretanto, novamente deu problema. Por ocasião de sua estreia no esporte, quando o juiz anunciou o primeiro assalto, ele jogou spray de pimenta nos olhos do coitado e chamou a polícia. Um vexame só.

Por fim, desistiu. Está tentando agregar adeptos para um esporte maluco que criou: o futebol de teclado. A ideia-base é que este jogo também seja praticado com o pé. Da letra.     

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