domingo, 4 de setembro de 2011

Uma noite de outubro

Eram umas oito da noite. Havíamos bebido, havíamos nos beijado por horas e horas. Estávamos na parada de ônibus. Mas o desejo ainda era alucinante. E não nos importávamos nem um pouco se havia mais um bando de gente ali. Acima de tudo, éramos eu e ela, saciando nossos instintos mais primitivos.

De roupa. ela cavalgava sobre mim. Não era sexo. Mas era sexo. Minhas mãos venciam as barreiras de sua blusa, de seu sutiã. Não havia limites morais. As mãos dela, tão safadas quanto as minhas, também adquiriam certa autonomia. Abriu o zíper de minha calça. Tocava-me de forma absolutamente enlouquecedora. 

Nos beijávamos feito bichos no cio. Ela mordia minha boca. E eu escaneava seu corpo com os dedos. Não sei se as pessoas ao redor nos olhavam. Provavelmente sim. Mas, dane-se, isso não tinha relevância para nós. Eram apenas figurantes de nossa luxúria transbordante.

Assim ficamos. Até que o ônibus dela chegara. Jantaria com o namorado. Eu esquentei o forno. Ele comeu a pizza. Mas isso pouco importava. Eu estava, de alguma forma, satisfeito.

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