sábado, 24 de setembro de 2011

Bur(r)ocracia

Esses dias fui ao "Tudo Fácil", em Porto Alegre, para solicitar uma segunda via da minha carteira de identidade. Pois é: o conceito de "tudo fácil" deveria ser seriamente reconsiderado neste caso. O nome deveria ser mudado para "Tudo Difícil". Sim, porque me pediram a certidão de nascimento "em bom estado".

Cá entre nós: qual a probabilidade de uma folhinha de papel de 1985 estar em bom estado? Lógico que tive que providenciar, pois, uma segunda via da certidão de nascimento para providenciar a segunda via da identidade.

Outra coisa que não entendo é o seguinte: por que pedir a certidão de nascimento para fazer a segunda via da identidade? Sé é uma segunda via, é óbvio que existe uma primeira via! E, logicamente, para fazer a primeira via, eu apresentei a certidão de nascimento! Então para que complicar?

E mais, percebam como é absurda a burocracia de ter de apresentar a certidão de nascimento nestas circunstâncias: tenho identidade, CPF, passaporte, título de eleitor, carteira de trabalho, certificado de reservista... E ainda por cima estou lá, de carne e osso, na frente do burocrata. Será que isso não é prova suficiente de que eu nasci?

O próximo passo da burocracia brasileira é criar um novo documento: a certidão de não-óbito. Fico até imaginando a situação: "Beleza, você, aqui na minha frente, apresentou a certidão de nascimento. Ok, já sei que você nasceu. Mas tá faltando aqui a certidão de não-óbito. Não basta você, bem aqui na minha frente, me provar que nasceu: tem que provar também que não morreu. Desculpe." Chamem um bom médium! E logo!

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