sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Viúvo

- Alô, senhor Artur Ferreira?
- Alô... Sim, é ele mesmo.
- Bom... Presumo que o senhor conheça Marisa dos Santos Ferreira.
- Sim. Sou marido dela.
- Pois então... Sou do IML, e tenho péssimas notícias para o senhor. Sua esposa acaba de falecer.
- Hum... Que pena... E como foi que aconteceu?
- Um acidente de carro. Ela capotou um Golf preto.
- O quê? Ela capotou meu carro? Meu Golf? E como ele está?
- Infelizmente, foi totalmente destruído. Lamento informar.
- Não! Nãão! Nããão! Não pode ser! O que vou fazer da minha vida agora? Meu Golf preto! Meu Golf! Não pode ser! E eu nem terminei de pagar as prestações! Não! Diz que é mentira! Por favor! Não! Não pode ser verdade!
- Meus pêsames.
- Não pode ser... Não pode ser... Não pode ser...

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quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Cachorrinhos marrentos

Existe uma diferença básica entre cachorros grandes e pequenos. Cachorros grandes impõem respeito. Cachorros pequenos pensam que impõem respeito.

Acho muito engraçado quando passo por uma casa que tem um cachorrinho minúsculo que não pára de latir. Eles são pequeninos, ninguém os respeita, e ainda assim, bancam a maior marra. Até parecem uns times que conheço...

Talvez estes cãezinhos até tenham seus motivos para tanta marra. Afinal, o sujeito passa na frente da casa, eles latem, latem, e o cara vai embora. O cachorrinho deve pensar algo como: "Viu como sou fodão? Foi só eu latir que ele nem se meteu e passou reto. Sou muito, muito mau..."

Por isso mesmo, qualquer dia desses vou colocar as coisas no devido lugar. Quando o cachorrinho marrento começar a latir, vou adentrar o pátio, invadir a casa, não vou roubar nada, e vou embora, só para mostrar quem manda. Quero só ver se ele vai se bancar...

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quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Jaqueta

- Olá, Sérgio? Sou a Lígia, namorada do Pedro!
- Oi, Lívia! Finalmente estou conhecendo a namorada do meu amigo! Senta aí, vamos tomar um café!
- Pois é, o Pedro pediu para eu trazer a sua jaqueta. Você tinha esquecido no apartamento dele...
- Sim, sim, isso mesmo. Minha jaqueta. Eu adoro ela. Quase entrei em desespero quando me dei conta de que estava sem ela. Minha jaqueta é muito, muito importante para mim, Lívia.
- Bom, aqui está ela!
- Muito, muito obrigado, Lívia! E o Pedro, não pôde vir?
- Não, não pôde. Hoje ele saiu pra tratar da renovação de uns documentos do carro, sabe como é.
- Sim, sim, claro, Lívia. E como é que ele anda? Como está indo esse namoro?
- Ah, tá maravilhoso. Nos damos muito bem. Hoje inclusive vou preparar um estrogonofe para ele.
- Não, não, Lívia, deixa eu dizer uma coisa. O Pedro odeia estrogonofe. Vai por mim.
- Mas... Ele me disse que adora estrogonofe...
- Não, não, Lívia. Quem conhece ele a mais tempo? Eu ou você? Ele deve ter dito isso apenas para não parecer estrogonofóbico. O Pedro tem horror a estrogonofe.
- Nossa... E o que eu faço?
- Bife de fígado.
- Fígado?
- Sim. Fígado. O Pedro adora fígado.
- Mesmo?
- Mesmo.
- Bom... Vou ter que fazer isso, então...
- Aaaah, safadinha... Vai acertar o coração dele como uma flecha...
- A última coisa que eu imaginaria é que o Pedro gosta é de fígado.
- Viu só? Você ainda não o conhece direito... Mas sempre que precisar de uma sugestão, é só perguntar pra mim, Lívia. Pode contar comigo. Conheço o Pedro como a palma da minha mão.
- Pois é... Bom, muito obrigada por me alertar, Sérgio! Eu ia cometer uma gafe terrível. E gosto muito, muito do Pedro. Não quero que nada saia errado.
- Amigos são pra isso, Lívia.
- Bem, vou indo já comprar os bifes de fígado, então...    
- Vai lá, vai lá. Manda um abraço pro Pedro.
- Mandarei, sim... A propósito... Meu nome é Lígia, e não Lívia.
- Oh, me desculpe, Lídia. Prometo que isso não vai se repetir. Foi um prazer conhecê-la!
- Ok, ok... Tchau...
- Tchau, Lídia!

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terça-feira, 27 de setembro de 2011

Feiucho

Leio no R7 que estão procurando, na Carolina do Sul (EUA), um sujeito igualzinho ao Ronaldinho Gaúcho (http://noticias.r7.com/esquisitices/noticias/policia-procura-bandido-igual-a-ronaldinho-gaucho-20110927.html?question=0). Ele teria invadido a casa de uma senhora, e ela teria ficado assustada.

O fato dele ter invadido a casa, com certeza é motivo para a busca por parte dos policiais. Afinal, ele invadiu a propriedade de uma pobre velhinha. Mas, dizer que ele assustou a idosa, ora, o que tem de estranho? É ousadia demais esperar que uma pessoa que dê de cara com alguém parecido com o Ronaldinho Gaúcho não se assuste. Não tem como não se apavorar.

Eu mesmo, esses dias, liguei a tv num jogo do Flamengo, bem na hora em que estavam dando um close no rosto do Ronaldinho, na hora de uma cobrança de falta. Não consegui dormir por dias.

Se fizerem uma regravação do filme "O Homem Elefante", sugiro o atacante rubro-negro para o papel principal. Seria economizada uma boa grana em maquiagem. 

Muita gente diz que o Ronaldinho Gaúcho joga bonito. Eu discordo frontalmente. Com aquela latinha, se tem uma coisa que ele nunca vai conseguir fazer, é jogar bonito.

Algum patrulheiro do politicamente correto, a esta altura, deve estar pensando: "Que horror! O que importa é que ele seja bonito por dentro!" Com certeza! Concordo em gênero, número e grau!

Inclusive, dizem que o pâncreas dele é uma belezinha. Ouvi também umas garotas comentando que o intestino delgado do atleta flamenguista não é de se jogar fora... É uma raríssima beleza interior, sem dúvida...  

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segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Ligação

Três horas da tarde. O telefone da casa de João toca. 

- Alô.
- Alô, boa tarde. A dona Augusta se encontra?
- Não, ela não está em casa.
- E em que horário fica mais fácil encontrá-la?
- Ah, ela chega umas sete da noite.
- Tudo bem, muito obrigado. Boa noite para o senhor.
- Ok, boa noite... Noite?

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domingo, 25 de setembro de 2011

Que coisa, heinhô, Batista?

Até o dia de hoje eu tinha praticamente certeza de que o comentarista Batista era mal intencionado ao comentar jogos do Inter. Depois de hoje, tenho certeza.

O Colorado fez gol legalíssimo contra o Atlético Mineiro. D'alessandro cruzou, e não tinha ninguém impedido. Leonardo Silva, do Galo, só ele, desvia. Fabrício, à frente da zaga adversária só a partir deste toque, faz o gol. Mais legal que um clipe do Nirvana. Para o mundo. Menos para Batista, que insistiu num impedimento absolutamente inexistente.

Batista tem um recalque muito sério contra o Inter. Quando quebrou a perna, ainda jogador, e tinha passe vinculado ao Colorado, foi comprado pelo Grêmio. E guardou esta mágoa até hoje. Tal mágoa se reflete de maneira cristalina em seus comentários. Ao ponto de chegar ao absurdo de defender que o gol de Fabrício, legalíssimo, foi irregular.

Sugiro ao Batista, pelo bom andamento de sua própria profissão, de comentarista, que abandone esta mágoa. A coisa não fica ruim para o Inter. Fica ruim para ele mesmo, que teve o auge da carreira no alvi-rubro. Mais do que ruim, fica patético.

Batista quer ser um bom comentarista ou motivo de piada? É uma escolha que cabe a ele mesmo. 

Até agora ele tem optado, equivocadamente, pela segunda opção. Infelizmente. 

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sábado, 24 de setembro de 2011

Bur(r)ocracia

Esses dias fui ao "Tudo Fácil", em Porto Alegre, para solicitar uma segunda via da minha carteira de identidade. Pois é: o conceito de "tudo fácil" deveria ser seriamente reconsiderado neste caso. O nome deveria ser mudado para "Tudo Difícil". Sim, porque me pediram a certidão de nascimento "em bom estado".

Cá entre nós: qual a probabilidade de uma folhinha de papel de 1985 estar em bom estado? Lógico que tive que providenciar, pois, uma segunda via da certidão de nascimento para providenciar a segunda via da identidade.

Outra coisa que não entendo é o seguinte: por que pedir a certidão de nascimento para fazer a segunda via da identidade? Sé é uma segunda via, é óbvio que existe uma primeira via! E, logicamente, para fazer a primeira via, eu apresentei a certidão de nascimento! Então para que complicar?

E mais, percebam como é absurda a burocracia de ter de apresentar a certidão de nascimento nestas circunstâncias: tenho identidade, CPF, passaporte, título de eleitor, carteira de trabalho, certificado de reservista... E ainda por cima estou lá, de carne e osso, na frente do burocrata. Será que isso não é prova suficiente de que eu nasci?

O próximo passo da burocracia brasileira é criar um novo documento: a certidão de não-óbito. Fico até imaginando a situação: "Beleza, você, aqui na minha frente, apresentou a certidão de nascimento. Ok, já sei que você nasceu. Mas tá faltando aqui a certidão de não-óbito. Não basta você, bem aqui na minha frente, me provar que nasceu: tem que provar também que não morreu. Desculpe." Chamem um bom médium! E logo!

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sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Prosseguir

Passando por cima de tudo.
Assim é necessário prosseguir.
Mesmo que o mundo desabe.
É proibido parar.

Meus pés ainda sangram.
Marcas de um caminho que não foi nada fácil.
Ainda há quem duvide, mas a força é muito maior.
Meu espírito está elevado, e meu peito aberto para seguir a trilha.

Caídos no chão, alguns choram e ainda lamentam.
A superação vem da desconfiança.
É o melhor combustível nessa luta.
Apenas sorrio, e aprecio o horizonte, olhando de cima da montanha.

Agora é tarde pra voltar atrás.
Virou seu rosto e agora quer gozar os benefícios.
Não, não, não, eu precisei de você na hora mais difícil.
Na penumbra não encontrei ninguém por aqui.

Só na facilidade, no glamour, você quer se apresentar.
Desista, baixe a cabeça e prossiga.
Nunca abandonarei meus sonhos, tudo o que quero conquistar.
Eu sei muito bem quem esteve sempre ao meu lado, eu não vou esquecer jamais.  

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quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Caixa preta

Um aspecto fundamental quando acontece qualquer acidente de avião é descobrir o conteúdo da caixa preta.

O avião explode, tripulantes e passageiros morrem, às vezes casas e prédios são destruídos, mas a caixa preta resiste. Sim, a caixa preta sempre estará lá, mantendo as informações intactas.

Numa hora dessas, só uma pergunta me vem à mente: por que não fazem o resto do avião com o mesmo material com que fazem a caixa preta? Seria muito mais fácil! A própria existência da caixa preta perderia um pouco do sentido!

Essa medida seria muito mais lógica e racional. Será que numa reunião de fabricantes de avião, ninguém nunca chegou a falar: "Olha só, desculpem a inconveniência, mas, quem sabe ao invés de proteger as informações sobre os acidentes nós não protegemos o avião todo dos acidentes? Por que não fazemos do avião uma grande caixa preta?" Esse cara ia ganhar o Nobel!

Depois, a coisa poderia avançar. Podiam construir carros com o material da caixa preta. Talvez até prédios e casas! "Sim, chefe, ontem faltei ao trabalho porque um avião caiu em cima da minha casa. Mas já tá tudo bem, ninguém se machucou. Dei uma bronca naquele piloto barbeiro, e já liguei para o pintor. Sabe como é, a fachada arranhou um pouquinho..."

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quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Doces

Alguns doces possuem nomes absolutamente bizarros. Nem sempre paramos pra pensar. Mas são nomes exóticos, e, às vezes, constituídos quase como uma anti-marketing.

Ontem mesmo vi na padaria um doce chamado "nariz entupido". Por que nariz entupido? Ele vem recheado com muco? É isso?
Tem também a "cueca virada". Qual o segredo dela? Por acaso ela vem com uma freada de bicicleta? Em vez de coberta de açúcar, ela devia vir coberta de sabão em pó. O sujeito comeria o doce e já higienizaria a boca.

O "bem-casado" é brigadeiro com beijinho (aqui no sul, negrinho com branquinho). Mas os divorciados, esses nem aparecem. É o fenômeno da divorciadofobia que a cada dia destrói nossa sociedade com esta intolerância! Que horror!

Por fim, tem a "nega maluca". Essa não podia nem estar na padaria. Tinha que ser vendida na farmácia. E somente com a apresentação de receita do psiquiatra. Sabe como é... Ela pode ser bem perigosa...

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terça-feira, 20 de setembro de 2011

TV

Em Porto Alegre, existe uma linha de ônibus chamada "TV". Confesso que isso me deixa bastante intrigado.Como assim, "TV"? Como deve ser essa linha?

Esse ônibus deve ter o Faustão de motorista e o Sílvio Santos de cobrador: "Mah, oe! Vai roletando, roletando. E a roleta gira, a roleta gira! Hahae, hihi!" Gugu, por sua vez, seria o pervertido da condução. Ia ficar o tempo todo com o pintinho amarelinho na mão.

Eu nem me atreveria a sentar nos bancos amarelos, esses para pessoas com problemas físicos ou mentais. Correria o risco de aguentar o papo furado do Vagner Montes ou dar espaço para o Roberto Carlos e seu pedestal. Ou, pior ainda, talvez tivesse que aturar a Luciana Gimenez!

Por outro lado, seria de bom tom ceder o lugar para a Palmirinha Onofre, a Hebe, e o Francisco Cuoco. Mas jamais cederia lugar para o Alexandre Garcia ou o Arnaldo Jabor. Esses merecem ir de pé. Espremidinhos.   

Quando uma gostosa, tipo a Ellen Roche, subisse no ônibus e sentasse do lado do sujeito, surgiria uma vinheta no som ambiente: "Brasil- sil- sil..." A chegada ao fim da linha, claro, deve ser narrada pelo Galvão Bueno. Com comentários de Reginaldo Leme e Luciano Burti.

E quando o ônibus por ventura quebrasse no meio do caminho? Certamente se ouviria de um passageiro, lá nos bancos do fundo: "Hoje não! Hoje não! Hoje sim... Hoje sim?!"

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segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Restaurante

Mesa 1: um homem e uma mulher.
Ele pensa: "Quero sair logo para transar com ela."
Ela pensa: "Quero sair logo... Nunca vou transar com ele."

Mesa 2: um homem sozinho.
Ele pensa: "Que fome! Por que essa lasanha tá demorando tanto?"

Mesa 3: um homem e seu filho.
O homem pensa: "Nada que eu faço agrada esse moleque!"
O garoto pensa: "Nada que eu faço agrada esse chato do meu pai!"

Mesa 4: um homem e uma mulher, de mãos dadas.
Ela pensa: "Encontrei meu príncipe encantado... Ai, ai..."
Ele pensa: "O que é esse negócio estranho na boca dela?"

Mesa 5: dois homens.
Um deles pensa: "Quem é aquela gostosa na outra mesa?"
O outro pensa: "Até que ele não é de se jogar fora..."

Mesa 6: duas mulheres.
Uma delas pensa: "Que mulherzinha vulgar! Pensa que tá arrasando com esse decote!"
A outra pensa: "Que mulherzinha vulgar! Pensa que tá arrasando com esse batom vermelho!"

Mesa 7: um homem e uma mulher.
Ele pensa: "Acho que ela está gostando de mim! Estou me saindo bem demais!"
Ela pensa: "Esse é o cara mais idiota que já conheci! Pelo menos tá pagando a conta..."

Mesa 8: Pedro, Cláudia e Sérgio.
Os três pensam: "O que será que esse pessoal todo deve estar pensando?"

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domingo, 18 de setembro de 2011

Camisinha no molho

Esses tempos, vi na tv a história de uma mulher que encontrou uma camisinha na embalagem do molho pronto. Uma camisinha! Como é que uma camisinha, veja bem, uma camisinha, foi parar no molho? E o mais bizarro é que a camisinha estava no molho de tomate! Se fosse no molho branco, até vá lá. Camisinha e molho branco constituem uma imagem que não é tão estranha. Mas no molho de tomate? É exótico demais!

Sem dúvida nenhuma, é algo nojento e complicadíssimo: 

- Então, amigo, como você pegou AIDS? Seringa, sexo, o que aconteceu?
- Nada disso, peguei comendo uma macarronada.
- E a gonorreia? Como isso foi acontecer?
- Ah, a gonorreia eu peguei comendo cachorro quente. O molho da salsicha sempre foi algo problemático...

Até um grupo de risco teve de ser adicionado pelos organismos de saúde. Além de prostitutas, homossexuais e usuários de drogas injetáveis, agora há os comedores de massa. Na entrevista para doação de sangue, até fico imaginando a conversa:

- Andou transando sem camisinha?
- Não.
- Você tem compartilhado seringas?
- Também  não. 
- Tem comido macarrão, pizza, lasanha?
- Ah, sim. Ontem mesmo comi uma lasanha à bolonhesa. 
- Bom, infelizmente o senhor está vetado, então. Vamos fazer todos os exames, esperamos que esteja tudo bem, mas seria ótimo se você tivesse um comportamento mais adequado, e pensasse duas vezes antes de se entregar a estes encantos mundanos do molho de tomate.
- Desculpa... Sei que fui muito inconsequente. Nunca mais vou fazer uma besteira dessas, eu juro... 

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sábado, 17 de setembro de 2011

Manifestação

Funcionários públicos da cidade de Poronguinhos fizeram paralisação na tarde de ontem. Depois de um grande protesto em frente à prefeitura, e de um manifesto enviado ao prefeito, decidiram, em assembleia, por entrar em greve. O motivo: a insatisfação com o piso atual e a exigência de um novo piso.

Em alguns momentos, os manifestantes chegaram a se confrontar com policiais, que usaram spray de pimenta e bombas de efeito moral para acalmar os servidores, que, pelo contrário, ficaram ainda mais revoltados com a truculência da polícia.

Mais protestos estão programados para o decorrer da próxima semana. O prefeito, Álvaro Montes, finca pé, e diz que atender à demanda dos servidores é inviável, vista a atual situação de crise financeira dos cofres públicos do município.

Os manifestantes, por sua vez, afirmam que vão continuar na luta. Um dos líderes da manifestação, Luciano Assman, afirmou: "Exigimos, sim, e continuaremos exigindo um novo piso. Continuaremos na luta, e não recuaremos enquanto a prefeitura não trocar o parquet pelo paviflex".

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sexta-feira, 16 de setembro de 2011

3 anos de Dilemas Cotidianos- 1ª posição: Flores

A primeira posição do especial de 3 anos do DC fica com o texto "Flores", publicado em 10 de fevereiro deste ano.

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Passei a noite rezando.
Passei a noite meditando.
Passei a noite entregando meu coração.
Passei a noite pensando nela.

A vida não poderia ser tão ingrata.
Um deboche divino seria minha maior lástima.
De repente, espanto meus medos.
Ela vai ficar bem.

E continuarei aqui, todo dela, e mais meu do que nunca.
Nas flores, tudo que sinto, singelamente descrito naquelas pétalas.
Mesmo ali, ela sorri, sempre lindamente.
E eu, eternamente sem jeito, digo tudo sem dizer nada.

Estou com ela, e estarei, sempre que ela precisar.
Quase chorei enquanto voltava.
Se pudesse, a teria abraçado por um dia todo, por uma vida inteira.
Mas ela vai sair de lá, logo.

E então, poderemos sorrir juntos.

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quinta-feira, 15 de setembro de 2011

3 anos de Dilemas Cotidianos- 2ª posição: Theobaldo, o enólogo

A medalha de prata do especial de 3 anos do DC conta a história de um enólogo arrogante que acaba sendo surpreendido pelos colegas de profissão. O texto foi publicado no dia 16 de julho deste ano.

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Theobaldo era um enólogo conhecido no seu meio profissional. Não tanto pela sua competência. Mas sim por sua postura. Sempre que era chamado para analisar vinhos, era um alvoroço.

Ele era dono de uma empáfia sem igual. Seu visual característico, alto cabelos longos, óculos de fundo de garrafa e permanente cara de nojo tornavam sua figura ainda mais odiosa. Muitos duvidavam da qualidade de suas análises. Principalmente porque ele era dono de uma obscura fábrica de vinhos, pouquíssimo conhecida.

Suas opiniões eram sempre estupidamente corrosivas. Nunca elogiava os vinhos que degustava. "Esse vinho é uma porcaria!"; "Com todo o respeito, mas isso aqui é um suco de uva vagabundo!"; "Nunca bebi nada tão horrível!" Era sempre assim. Sempre a mesma arrogância.

Exatamente por isso, entre os enólogos, pouquíssimos gostavam dele (à exceção de dois amigos, Theodoro e Dênis). Certa feita, ele foi convidado para um evento de grande porte. Iria analisar, às cegas, uma série de vinhos. O que ele não sabia é que, dentre aquele tanto de vinhos que ele provaria, estava o de sua própria fábrica.

O auditório estava lotado. E ele começou seu "show" particular. Ia "descascando", sempre com suas frases grosseiras, os vinhos, um a um. Até que chegou a hora de degustar o seu próprio vinho. O ambiente ficou, ao mesmo tempo, tenso e cheio de expectativa.

"Nossa... Mas que vinho ruim!", exclamou. Não deu outra: a plateia caiu na gargalhada. Tiraram-lhe a venda do rosto, e o constrangimento parecia saltar de seus olhos. Saiu de cantinho, cabisbaixo, absolutamente desmoralizado.

Desde então, nunca mais exerceu a profissão de enólogo. Sua fábrica foi à falência. Sumiu do mapa. As últimas notícias davam conta de que Theobaldo andava animando festinhas infantis, fantasiado de dinossauro Barney. Se não trabalhava mais com vinho, pelo menos no novo ofício usava uniforme com cor de. Essa era a única coisa que ainda o consolava...

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quarta-feira, 14 de setembro de 2011

3 anos de Dilemas Cotidianos- 3ª posição: Anjos

A medalha de bronze do especial de 3 anos do DC vai para o texto "Anjos", publicado no dia 8 de janeiro deste ano.

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Anjos são quase auto-explicativos. Surgem do nada, quando tudo está obscuro e nublado. Dão luz e graça a tudo. Nos permitem sonhar um pouco. E que assim seja. Que assim, sonhemos um pouco em meio à mais crua e cruel realidade.

Pode não ser nada além de miragem. Isso não importa. Há momentos na vida em que isso realmente não importa. Importa o brilho de um sorriso, de algumas palavras. Importa sentir que estamos vivos, ainda, e apesar de tudo.

Anjos não precisam de pirotecnias. São de carne e osso. Nem se apercebem de que são anjos. Entre seu olhar puro e minha devassidão incontida, cria-se um campo magnético, algum ente cósmico que faz com que aquele compartilhamento simplório e despretensioso valha a pena, mais do que as mais espetaculares aventuras românticas.

Confio até os recôncavos de minha alma àquele anjo. Entrego-me, confiante, à leveza de suas asas, e com ele flutuo. Vejo que tudo o que passou, realmente passou. Um dia qualquer, despertamos do pesadelo. E voltamos a sonhar.

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segunda-feira, 12 de setembro de 2011

3 anos de Dilemas Cotidianos- 4ª posição: Exposição das aberrações

O quarto lugar do especial de 3 anos do DC fica com o texto "Exposição das aberrações", publicado no dia 15 de junho deste ano.

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Sejam bem-vindos à Exposição das Aberrações. Aqui, veremos alguns exemplares raros, de um tempo muito longínquo da humanidade, que, sabe-se lá como, sobreviveram, mas estão, obviamente, em iminente processo de extinção. São quatro jaulas. Parece pouco. Mas há muitas coisas curiosas e engraçadas a observar. Vocês não vão acreditar! São maluquices que vocês nunca viram na vida!

Na primeira jaula temos um exemplar do Homo Honestus. É uma espécie muito peculiar. Possui um defeito grave chamado "honestidade". É uma coisa engraçada: ele cumpre as coisas que diz, quando vê algo "dando bobeira" na rua devolve ao dono, dentre outras coisas muito primitivas. Se quiserem, podem testar. Não se sabe ao certo como, mas ele consegue NÃO priorizar o mais sagrado dos valores humanos: o dinheiro. Joguem uma carteira. Você, senhora, não fique com medo. Pode jogar. Ele vai devolver. Isso! Olha lá, olha lá! Ele tá recolhendo! Vai devolver! Olha, tá devolvendo! Viu só? Isso! Podem tirar fotos! É um fenômeno muito curioso!

Aqui na segunda jaula temos dois exemplares de Homo Coletivus. Vejam só, eles acreditam em bem comum, e em cooperação entre as pessoas! É muito engraçado! Quando jogamos a comida para eles, eles dividem! Isso, vocês ouviram bem! DI-VI-DEM! Incrível, não? Ai, ai, não fiquem constrangidos, podem rir! Isso um dia foi comum na nossa espécie! Ainda bem que evoluímos!

Na terceira jaula temos o fantástico Homo Revolucionarius. É uma versão radicalizada do Homo Coletivus. Ele não só acredita em balelas como igualdade e justiça, como acha que pode fazer a revolução e implantar uma coisa muuuuito antiga chamada "Comunismo". É um sistema que alega dividir tudo proporcionalmente e com justiça na sociedade. Até hoje não existiu. E, ora bolas, jamais vai existir! OHomo Revolucionarius caracteriza-se por ter alucinações o dia inteiro. Por isso, não se assustem se ele começar a gritar umas palavras de ordem esquisitas. Ele é assim mesmo.

Por fim, na quarta jaula temos o Homo Sentimentalis. Fica por último porque é a principal atração da nossa exposição. É a aberração das aberrações. Ele possui uma patologia devastadora chamada "capacidade de amar". Isso liquidou com muitas pessoas, há muito tempo atrás. Era uma doença das mais graves. Nessa época, algumas pessoas "gostavam" umas das outras! Conseguem imaginar uma coisa dessas? Ele fica ali, lendo poesias retrógradas e sem sentido, o dia inteiro. Às vezes até chora! Mas felizmente, com a evolução de nossa organização social e da medicina, hoje em dia essa doença foi erradicada. Tomamos uma vacina de dose única contra essa doença maldita quando nascemos, e portanto, não corremos mais risco nenhum. Por isso, se quiserem chegar um pouquinho mais perto da jaula, podem chegar, sem medo. Porém, não se aproximem muito. Às vezes ele resolve fazer umas coisas meio nojentas, como dar abraços e beijos. De qualquer forma, se isso acontecer, apesar do trauma, vocês podem ser desinfetados na saída, sem problemas.

Pois bem, chegamos ao fim da nossa Exposição das Aberrações. É sempre interessante conhecer o passado mais remoto e rudimentar do ser humano. Sei que é difícil, mas não devemos nos envergonhar disso. Faz parte do processo evolutivo. Temos é que ver isso e ficarmos satisfeitos sobre como hoje melhoramos tanto e somos tão avançados. Agradecemos muito a visita de todos vocês. Na saída, tem chaveirinhos e lembranças a preços módicos. Voltem bem para as suas cápsulas, e descansem bastante. Amanhã é segunda-feira, e 20 horas de trabalho, cansativo, é verdade, mas acima de tudo feliz e produtivo, aguardam por vocês. Até mais!
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* O DC está concorrendo ao Prêmio Top Blog 2011. A votação do primeiro turno vai até o dia 11/10/2011. O link para o voto encontra-se à direita da tela. Participe! Vote! Divulgue! 

3 anos de Dilemas Cotidianos- 5ª posição: Levanta, colorado

A quinta posição do especial de 3 anos do DC pertence ao texto "Levanta, colorado", publicado no dia 14 de dezembro de 2010, logo após uma das maiores tragédias da história do Internacional: a derrota para o Mazembe no Mundial Interclubes.

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Levanta, colorado.
Levanta, que tu és o atual campeão da Libertadores.
Levanta, que tu és o Campeão de Tudo.
Levanta, que este clube é verdadeiramente grande.

Levanta, colorado.
Levanta, que tu não precisas fazer buzinaço com a derrota alheia.
Levanta, que as tragédias sempre te fizeram mais forte.
Levanta, colorado, mesmo que a dor seja incontrolável.

Levanta, colorado.
Levanta, que tu nunca soubeste o que é habitar as divisões inferiores do futebol.
Levanta, que tu pertences ao clube do povo.
Levanta, que nada, absolutamente nada, destruirá o teu amor por este clube Gigante.

Levanta, colorado.
Levanta, que tu já és Campeão do Mundo, sem asteriscos.
Levanta, como o Inter levantou depois das décadas malditas.
Levanta, que o mundo não acabou, embora, por ora, não possas conquistá-lo.

Levanta, colorado.
Levanta, que tu tens títulos para comemorar, és o Rei da América.
Levanta, que tu não tens as suas maiores glórias em vitórias do Independiente e do Mazembe.
Levanta colorado, que tu tens o que comemorar, apesar deste pesar que parece destruir este teu coração.

Levanta, colorado.
Levanta, que logo ali estarás de novo, na arquibancada do Gigante, vibrando como nunca.
Levanta, que este dia, o mais ensolarado e mais cinzento da tua vida, vai acabar em poucas horas.
Levanta, colorado, e coloca os teus olhos onde surge o amanhã.

É lá, no amanhã, que tudo fará sentido.
De novo.

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domingo, 11 de setembro de 2011

3 anos de Dilemas Cotidianos- 6ª posição: Parafusos

O sexto melhor texto do especial de 3 anos do DC trata da história de Pedro, especialista em apertar parafusos para a direita. "Parafusos" foi publicado no dia 15 de outubro de 2010.

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Desde criança, Pedro sonhava em apertar parafusos para a direita. Nas brincadeiras na escola, sempre queria ser o personagem que apertava parafusos para a direita. Teve todo o apoio da família. Seu pai sempre dizia: "meu filho, você vai ser um grande apertador de parafusos para a direita quando crescer".

Pedro seguiu seu destino, foi atrás de seu sonho. Aos 18 anos, entrou na faculdade, para fazer o curso de apertamento de parafusos para a direita. Foram quatro anos suados. Teve professores que marcaram a sua trajetória, como Caetano, o professor da cadeira de Introdução à porca, e Gilmar, da cadeira de Chave Phillips II. Com todo esse aporte e esforço, conseguiu realizar o grande sonho: em uma solenidade extremamente marcante e emocionante, recebeu o diploma de apertador de parafusos para a direita.

A partir dali, seguiu uma carreira acadêmica brilhante. Fez mestrado e doutorado em apertamento de parafusos para a direita. Em Harvard, fez pós-doutorado em apertamento de parafusos para a direita, com ênfase em apertamento de parafusos para a direita com chave de fenda amarela!

Pronto, bem formado, passou a dar aulas. Durante anos e anos ensinou centenas, talvez milhares de novatos, a milenar arte de apertamento de parafusos para a direita. Virou um monstro sagrado de apertamento de parafusos para a direita. Escreveu dezenas de livros. Teve uma vida absolutamente bem-sucedida, ganhou respeito e notoriedade. Havia quem dissesse que ele era o nome mais importante do mundo na área de apertamento de parafusos para a direita. Pedro foi longe, mais longe do que ele mesmo podia imaginar, orgulhando a todos em sua volta.

Já velho, com uns setenta anos, resolveu mudar drasticamente de vida. Há momentos na vida em que há de se arrojar, ser um tanto irresponsável, corajoso. Pedro decidira ousar, e via-se a mais reluzente ousadia naqueles olhos já envelhecidos. Era um novo, emocionante e entusiasmante momento. Agora tudo mudaria, valeria a pena. Buscava intensidade no que lhe restava de vida. Pedro decidiu que, daquele momento em diante, apenas apertaria parafusos para a esquerda.
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sábado, 10 de setembro de 2011

3 anos de Dilemas Cotidianos- 7ª posição: O menino que comia merda

O sétimo melhor texto do último ano do DC foi publicado no último dia 3 de janeiro.

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Lá estava o garotinho de cinco anos de idade preso em sua jaula. Era a maior atração da cidadezinha, do curioso nome Boas Intenções. Virara até atração turística. Era o menino que comia merda. Desde o dia em que nasceu, fora ensinado a comer merda. Era exótico. Virou o lucro de seus pais. Quando notaram seu potencial, decidiram colocá-lo imediatamente numa jaula, com um monte de merda em uma tigela. No início, não cobravam nada para que as pessoas de fora o vissem. Mas aquele garoto passou a chamar mais e mais a atenção de todos. Formavam-se filas na porta da casa, cada vez maiores. A situação deveria ser melhor aproveitada.

Então, a coisa se profissoinalizou. Marido e esposa passaram a cobrar ingressos para que os curiosos vissem o menino comedor de merda. O sucesso só cresceu. E o negócio se refinou. Preços diferenciados passaram a ser cobrados. Tinha o pacote básico e o pacote luxo. No básico, os curiosos apenas olhavam o menininho comer merda. No luxo, tinham o direito de ir ao banheiro fazer cocô numa tigela especial, e levar para o menino. Era uma emoção só! O garotinho comendo a bosta advinda do próprio ânus do vivente era fantástico. Os pais levavam a meninada pra se divertir com o espetáculo todos os finais de semana. Tiravam fotos. Filmavam. O turismo foi fomentado na região, e até a Prefeitura de Boas Intenções passou a apoiar o evento, e adotou o slogan: Boas Intenções- Terra do Menino Comedor de Merda. Era incrível, realmente incrível.

Às vezes o menininho recusava-se a comer. Empanturrava-se de tanta bosta. Aí, nessas horas, os visitantes, sim e sim, sempre e sempre, começavam a vaiar e resmungar, ansiosos. Alguns pediam o dinheiro do ingresso de volta. O pai, então, adentrava a jaula com um chicote, e, na base do "schlept, schlept", fazia o menino comer mais um pouco. Não podia decepcionar aqueles que pagaram para ver o espetáculo. Sem profissionalismo e disciplina não se chega a lugar nenhum, sempre dizia o homem de meia idade.

O local, com o tempo, passou a oferecer até souvenirs, a módicos preços. Eram bonés e camisetas que traziam estampas do menino de boca lambuzada, bonequinhos que replicavam o garoto com a tigelinha cheia de merda... Tinha de tudo.

O moleque cresceu, perdeu o encanto, mas ainda comia merda. Programas de televisão vespertinos procuravam-no, em quadros do tipo "Por onde anda?" Virou mais uma sub-celebridade instantânea, dessas que se proliferam de forma cada vez mais intensiva e extensiva por aí. Mas agora era apenas um homem que come merda. Não era mais uma criancinha bonitinha. Estava gordo e barbudo. Tinha apenas cachês miseráveis de shows de bizarrices. O ser humano adora bizarrices. Deleita-se com elas.


O menino que comia merda nunca teve direito à vontade própria. Ninguém nunca perguntou a ele o que queria da vida, nem se gostava de fazer aquilo. Tudo que aprendera a fazer foi comer merda. E disso, deveria subsistir. Disso, subsistia. E disso subsistiria até o fim dos seus dias, que não demorou muito a chegar. Sua vida foi divertir os outros sem se divertir. Sua existência resumira-se a comer merda para que os outros rissem. Mas ninguém se importa com isso, né?

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sexta-feira, 9 de setembro de 2011

3 anos de Dilemas Cotidianos- 8ª posição: Triste certeza

O oitavo colocado do especial de 3 anos do DC, publicado no dia 30 de junho deste ano, trata da história de um velho que conquistou muito na vida, mas talvez tenha esquecido de alguns dos mais simples e essenciais componentes da existência humana.

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Lá está o velho, solitariamente sentado naquele banco da praça. Ele está pensativo. Passa por seus últimos dias. Faz um balanço natural daquilo que viveu. É uma mera questão de tempo, de passar de dias ou horas.

Suas lembranças estão mais vivas do que nunca. Recorda-se da infância, dos bolos de cenoura formidáveis feitos pela sua mãe. Lembra-se do pai, sempre muito bem alinhado e correto. Lembra-se do seu cachorrinho Dingling. Lembra-se do parque de diversões, e dos jogos de bola. Lembra-se das crianças correndo descompromissadas, sem destino, sem ganâncias.

Visita sua adolescência. Muito estudo. Lindas garotas. Amores eternos que partiram rápido. Amores passageiros que jamais passaram. Estudo compenetrado. Velhas brincadeiras.

Amadureceu rápido. Tinha objetivos perfeitamente definidos. Não fugiu da linha. Nunca. E assim foi alcançando tudo o que traçara. O planejamento era executado de acordo com tudo o que postulara, impecavelmente.

Nesse período, amou muito. E foi muito amado. Mas nunca valorizou isso. Estava fora do planejamento. Sentimentos atrapalham projetos maiores. Sentimentos são meros e insignificantes acessórios. Não estavam dentro dos seus objetivos. Por isso, nunca deu a devida importância. Suas ações eram pontuais. Evitava "desperdiçar" energias em algo que não estava previsto na planilha.

Assim, foi passando o tempo, deixando coisas supostamente supérfluas passarem em detrimento de metas maiores. Cada vez mais rico. Cada vez menos realizado. Casou-se, por conveniência, com uma esposa mais jovem que não o amava. Na primeira doença, ela o abandonou. Não teve filhos. Hoje, ele não tem nada. Tem, sim, o ouro. Mas é ouro que não brilha, não tem graça.

Mais do que qualquer barra de ouro ou pedra de diamante, o que realmente brilha são os olhos de quem ama e é amado. Esse brilho, talvez o mais fundamental de todos, ele perdeu. Teve a oportunidade de agarrá-lo, de vivê-lo. Mas não o fez. Superestimou o cérebro e a calculadora. Subestimou o coração e as cartas de amor.

Andou no melhor carro. Apreciou os melhores pratos e vinhos. Aconchegou-se em sua mansão. Nadou em luxuosa piscina, toda sua. Sozinho. Esteve, sim, acompanhado de muita e muita gente nos áureos tempos. Mas estas centenas, talvez milhares de pessoas, não valiam nem um porcento do que é ter ao lado, vivendo estes momentos, uma pessoa que realmente se ama. Não eram pessoas: eram hologramas, ilusões de ótica desprovidas de vida. Mas ele jamais se deu conta disso.

Ele esteve o tempo todo sozinho e jamais percebeu. Mas agora é tarde. A ampulheta vai descendo seus últimos grãos. Já não pode virá-la. Mergulhado num sentimento terrível de conformidade compulsória, deixa correr uma lágrima em seu rosto. Fez tudo o que planejou. Não fez nada do que realmente queria. Cansou os pés caminhando na estrada. Depois de chegar, dolorosamente concluiu que nunca quis estar ali. Fez tudo certo. Não errou jamais. Não correu riscos. E, não correndo riscos, jamais se machucou. Pergunta-se agora, estupefato: e daí?

Hoje, não se importaria um milímetro em ter o corpo coberto de cicatrizes, se tivesse vivido as coisas mais simples, lindas e baratas da vida, se tivesse olhado a beleza dos campos cobertos de flores, se tivesse se encantado com o sorriso sincero de uma criança, se tivesse enchido a cara e falado bobagens para amigos de verdade num boteco de esquina, se tivesse vivido um amor genuíno, daqueles que nos desorientam e nos fazem ter a certeza de que existimos, de que nesse imenso caos que consome tudo com velocidade assustadora, teremos algo que vai pairar para todo o sempre no ar, em algum lugar escondido que preservará intacta a beleza do que é ser humano. Se... Se... Se... E mais "ses"...

Sempre preferiu a bússola a seus sentimentos. Nunca parou. Hoje, a vida o obriga a isso. E a ele só resta a triste certeza de que o tempo não volta, de que nada disso pode ser corrigido. A ele só resta a triste certeza de que é tarde demais...

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quinta-feira, 8 de setembro de 2011

3 anos de Dilemas Cotidianos- 9ª posição: Ao pé da letra

O nono melhor texto do especial de três anos do DC foi publicado no dia 3 de julho deste ano.

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Eu tenho um amigo que entende tudo ao pé da letra. É impressionante. Ele é absolutamente incapaz de compreender qualquer sentido figurado.

Com doze anos, ele ouviu os colegas de escola dizerem que era muito bom "descascar uma banana". No outro dia, ele chegou indignado ao colégio. Disse que comprou um cacho, descascou todas e não sentiu nadica de nada. De quebra, levou uma bronca da mãe pelo desperdício.

Quando ele leu no jornal que a Cidade do México tem superpopulação, pensou que lá todo mundo colocava uma capa vermelha, a cueca por cima das calças, e saía voando. Acho que ele confundiu a Cidade do México com o Planeta Krypton.

Estes dias, numa discussão de trânsito, um cara lhe mandou à puta que pariu. Ele foi procurar a mãe num bordel.

Certa vez, eu mesmo, numa discussão com ele, disse: "Ah, vai ver se eu tô lá na esquina!" E ele foi! E ainda voltou, cheio de razão: "Não, não tá, não."

Em outra ocasião, no hospital, quando ele estava esperando um atendimento que iria atrasar, a enfermeira lhe disse para matar um tempo. Não deu outra. Ele pegou um revólver e deu um tiro no relógio da parede. Foi um alvoroço só!

Fico um tanto comovido com essas pessoas que levam tudo ao pé da letra. Mas às vezes, confesso, me irrito um pouco e até elevo o tom. Dia desses, fiz isso em público. Foi uma situação incômoda e constrangedora. Me acusaram de intolerante. E me chamaram de pedaletrofóbico...

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terça-feira, 6 de setembro de 2011

3 anos de Dilemas Cotidianos- 10ª posição: 120211

O nosso especial de 3 anos do Dilemas Cotidianos começa com o texto "120211", o décimo melhor deste ano do DC, publicado no dia 12 de fevereiro deste ano.

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Cruzei com você aquele dia.
Seus olhos estavam mais vivos do que nunca.
A passos firmes mantive a certeza de que tudo seria bem melhor.
E agora estou aqui esperando por você.

E nos veremos num abraço forte.
Nossas almas se unirão.
Como se fossem uma única inspiração.
Tenho tanto ainda pra dizer...

Enganos no passado.
Esqueço, agora você é minha explicação.
Estarei aqui, saiba que estarei de peito aberto.
As barreiras do presente serão o motivo de nossos risos.

Guarde um tempo pra viver.
E se tudo parecer escurecer lembre-se que estou ao seu lado.
Nunca se esqueça disso.
Feche os olhos e durma um pouco, você precisa descansar.

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3 anos de Dilemas Cotidianos

Hoje é um dia bastante especial para o DC. O blog está completando três anos. Parece pouco. Mas é um tempo bastante razoável.

Nestes três anos muitas coisas aconteceram. O DC cresceu significativamente. Já passou da milésima postagem, o que é uma marca extremamente considerável. E ganha novos visitantes a cada dia que passa, talvez pela sua simplicidade, talvez pela sua proposta despretensiosa, talvez por empatia e identificação dos leitores. 

Agradeço a todos aqueles que lêem o blog, que participam e que o seguem. Vocês são um grande incentivo nessa jornada. Este espaço me proporciona um prazer enorme. E conto com cada um de vocês para continuar escrevendo e, por meio de interação construtiva, melhorando o DC.

Como comemoração pelos três anos de DC, a partir de amanhã inicia o já tradicional especial de aniversário do blog, apresentando os 10 melhores textos aqui publicados do ano que se passou. Espero que apreciem.  

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segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Tosse

Pedro e Sérgio, conversando na lancheria:

- Pedro, você não sabe o que aconteceu quando eu estava vindo no ônibus.
- Calma, Sérgio, você está tenso... O que houve?
- O cara que sentou do meu lado começou a tossir! E não protegia com a mão, nem virava para o outro lado! Deve ter me enchido de germes!
- Nossa, que horror! E o que você fez?
- Ora, fiz o que qualquer pessoa normal faria: comecei a tossir na cara dele também!
- Bom... Deixe-me antes falar um pouco a respeito do conceito de pessoa normal...
- Ah, pára! Eu tinha que fazer isso! E ainda estava em desvantagem, porque não estou gripado. Mas tudo bem... Pegamos o ônibus sempre juntos, no mesmo horário...
- E o que você pretende fazer? Vai se vingar?
- Ora, meu amigo... É lógico que vou me vingar! Isso não pode ficar assim!
- Mas... Mas...
- Não tem nada de "mas". Foi ele quem começou! Vou sair daqui, andar mal agasalhado, procurar lenços de papel sujos, e pegar uma gripe bem forte! Aí vou sentar do lado dele no ônibus e começar a tossir e espirrar bem na sua cara! Aaah, amigo, começou a Guerra do Muco! E eu vou vencê-la!
- Bem... Eu não tinha complementado sobre o conceito de pessoa normal, né?

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domingo, 4 de setembro de 2011

Uma noite de outubro

Eram umas oito da noite. Havíamos bebido, havíamos nos beijado por horas e horas. Estávamos na parada de ônibus. Mas o desejo ainda era alucinante. E não nos importávamos nem um pouco se havia mais um bando de gente ali. Acima de tudo, éramos eu e ela, saciando nossos instintos mais primitivos.

De roupa. ela cavalgava sobre mim. Não era sexo. Mas era sexo. Minhas mãos venciam as barreiras de sua blusa, de seu sutiã. Não havia limites morais. As mãos dela, tão safadas quanto as minhas, também adquiriam certa autonomia. Abriu o zíper de minha calça. Tocava-me de forma absolutamente enlouquecedora. 

Nos beijávamos feito bichos no cio. Ela mordia minha boca. E eu escaneava seu corpo com os dedos. Não sei se as pessoas ao redor nos olhavam. Provavelmente sim. Mas, dane-se, isso não tinha relevância para nós. Eram apenas figurantes de nossa luxúria transbordante.

Assim ficamos. Até que o ônibus dela chegara. Jantaria com o namorado. Eu esquentei o forno. Ele comeu a pizza. Mas isso pouco importava. Eu estava, de alguma forma, satisfeito.

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sábado, 3 de setembro de 2011

Djs de ônibus

Um fenômeno bastante incômodo que tem ocorrido nos nossos ônibus se refere aos "djs de ônibus". Eles adentram a condução, sentam no banco dos fundos, e ligam o celular sem os fones de ouvido. É uma balada compulsória para o resto dos passageiros.

E não é possível que os djs de ônibus desconheçam os fones de ouvido. Em todos os ônibus, sempre tem alguém com o fone. E eles devem ver. Logo, a questão não é de desconhecimento. É algo diferente disso.

Uma relação de causalidade muito clara nesse fenômeno é a seguinte: se a pessoa ouve músicas sem fone de ouvido no ônibus, ela gosta de música ruim. É incrível! Nunca vi ninguém ouvindo Nirvana sem o fone. Só pagode e funk, com ênfase especial para o segundo gênero.

Por isso mesmo, acho que o problema dos djs de ônibus é carência afetiva. Talvez eles só precisem de um abraço! 

Quando eles colocam aquele som para todo mundo ouvir, é um ato de desespero, um pedido de socorro. "Ei, alguém, por favor! Ouçam o que estou ouvindo! É um horror! Alguém me ajude a me livrar dessa droga pesada! Isso está me matando..."

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sexta-feira, 2 de setembro de 2011

10 momentos inesquecíveis de Seinfeld

Sou um fã absoluto do seriado "Seinfeld". Dentro do previsível cenário dos humorísticos americanos, "Seinfeld" destoa. Mesmo tendo encerrado seus episódios há cerca de treze anos, a sitcom que retrata a vida de quatro amigos em Nova Iorque ainda reúne admiradores pelo mundo afora, e em grande parte das votações, até hoje, é apontada como o melhor programa da história da tv americana. Por isso, apresento, a partir de agora, 10 momentos inesquecíveis da série:

Décima posição- The Race: Jerry corre contra um colega de infância, relembrando uma velha rivalidade. A chegada, em especial, é sensacional. (http://www.youtube.com/watch?v=bItwY_0QcDs)

Nona posição- The Note: George Costanza se assusta quando vê que a massagem que tinha marcado seria feita por um homem. De tão assustado, passou a duvidar de sua própria masculinidade. (http://www.youtube.com/watch?v=Y-UQ7a7d5W0)

Oitava posição- The Fire: Incêndio na festa de aniversário do filho da namorada de George! "Crianças, velhinhos e palhaços, fiquem para trás! Eu fujo primeiro!" (http://www.youtube.com/watch?v=ueh_1PeJhaQ)

Sétima posição- The Subway: Elaine e seus devaneios interiores em um metrô lotado e travado. (http://www.youtube.com/watch?v=hAwRgRrIHXs)

Sexta posição- The Bizarro Jerry: Jerry tem uma bela namorada. Mas ela tem um pequeno probleminha... (http://www.youtube.com/watch?v=bSL4cmFW_GU)

Quinta posição- The Calzone: Kramer vai comprar calzones com moedinhas. E tem uma discussão inesquecível! (http://www.youtube.com/watch?v=kMimygVTgbU)

Quarta posição- The Engagement: Kramer, de novo ele, dando uma palestra sobre casamentos. (http://www.youtube.com/watch?v=M2stve2F4N4&feature=related)

Terceira posição- The Lip Reader: George, sempre sortudo, é flagrado na transmissão de uma partida de tênis em uma cena constrangedora. Um dia depois, sua namorada resolve terminar a relação, sem maiores explicações. (http://www.youtube.com/watch?v=TSnekHtYFp0)

Segunda posição- The Little Kicks: Elaine jura que dança bem demais... E ninguém tem coragem de falar a realidade para ela. (http://www.youtube.com/watch?v=xQ39WeJpDLQ)

Primeira posição- The Susie: A cena da musiquinha da secretária eletrônica de George Costanza é simplesmente épica! É o personagem mais engraçado da série, e tem o merecido primeiro lugar dos momentos inesquecíveis de "Seinfeld". (http://www.youtube.com/watch?v=FxAeqUrsIS4)

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quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Bolívar não dá mais

Na noite de ontem, o Internacional saiu ganhando de três a zero do Santos. E, inacreditavelmente, cedeu o empate de maneira lamentável. O resultado, que calou o Beira-Rio, tem um nome que extrapola qualquer análise: Bolívar.

Tenho muito respeito pelo General. Porém, não dá mais. A cada dia que passa, fica mais comprovado que Bolívar não tem mais as mínimas condições de ser titular do Colorado. Joga no carteiraço e no nome. E não é de hoje. 

Até para preservar um ídolo, um multicampeão, capitão do Bi da Libertadores, urge a retirada de Bolívar do time titular. Sua imagem já está sendo arranhada. Se continuar jogando, sua imagem será ainda mais arranhada, de maneira talvez irreversível. Vale a pena?

Ontem, por exemplo, ele marcou um gol e sofreu um pênalti. Mas falhou clamorosamente nos três gols santistas. Bolívar não tem mais agilidade, não tem mais velocidade, e não tem mais imposição na bola aérea defensiva. Ele não consegue acompanhar os atacantes adversários, não consegue se antecipar.

Hoje, o General, infelizmente, é o furo do time. A cada jogo, compromete mais. Há opções, sim. E Dorival Júnior terá de testá-las. Já no próximo jogo, não contará com a veterana dupla de zaga. Poderá, então, jogar com Moledo e Juan. Há ainda Dalton, que jogou muito bem na Copa Audi, e Romário, do qual se espera muito.    

O que parece gritantemente óbvio é que, do jeito que está, não pode continuar. Bolívar não pode permanecer como titular. Prestou maravilhosos serviços ao Inter, mas seu ciclo passou. Colocá-lo em campo é um crime lesa-Inter. Chegou a hora de renovar a defesa. A fila tem que andar.  

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