quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Remorso

Ele estava aterrorizado com o que acabara de fazer. Em sua frente, observava, em pânico, a mulher com a boca cheia de sangue.

O remorso lhe corroía a alma. Há uma hora atrás, parecia que só aquilo poderia ser feito. Era um desejo insaciável. Havia perdido todo e qualquer senso de razão.

Ainda estava com a faca na mão. Já não conseguia nem olhar para aquela mulher. O desgosto era imenso. A dor no coração era insuportável. Por quê? Por quê? Ele se questionava, mas não tinha como voltar no tempo.

Sentia-se imóvel. Sentia-se abalado. Jamais poderia se perdoar por aquele erro tão tenebroso. Pensava no futuro, pensava nas consequências. Talvez pudesse se mudar para bem longe. Quem sabe tentar esquecer tudo, começar do zero.

Ele matou! Ele matou, sim! Ele passou dos limites! Maldito pecado! E ele suava frio. Seus pensamentos estavam desordenados, sua mente estava absurdamente atormentada.

No intervalo do trabalho, resolveu matar um tempo com a esposa, comendo um churrasco mal passado. E estava dez minutos atrasado para a volta ao serviço.

Sua vida nunca mais será a mesma.

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