domingo, 21 de agosto de 2011

Fantoches

O garoto foi espancado na escola.
Ele não aprendeu a ser magro.
A garota chora no quarto com o coração partido.
Maquiagem borrada, seu príncipe era um verme.

Ei, amigo, olhe para cima.
Dizem que lá estão as respostas.
Mas você se sente sozinho.
E ninguém lhe convencerá do contrário.

Amor materno infinito, ela esperou tanto por isso.
Mas seu filho nasceu morto, lixo hospitalar.
Melhor terno, era o emprego dos seus sonhos.
Agora está bêbado na sarjeta, não era seu direito.

Ei, amigo, olhe para cima.
Dizem que lá estão as respostas.
Mas você ainda se sente sozinho.
E ninguém lhe convencerá do contrário.

Mentiram que ele podia vencer.
Mas ele terá que esperar mais um pouco, terá que esperar para sempre.
A velha deixou os biscoitos queimarem de novo.
Ela não acerta mais nenhuma fornada, lágrimas sobre a face enrugada.

Ei, amigo, olhe para cima.
Dizem que lá estão as respostas.
Mas você continua sozinho.
E ninguém lhe convencerá do contrário.

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