quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Atravessando a rua

Atravessar a rua é uma arte. Principalmente em avenidas movimentadas, sem sinaleira por perto. Muitas vezes, acaba se formando uma linha de pessoas. Quando isso acontece, tento ficar no extremo oposto ao fluxo.

Por exemplo, se os carros estão vindo da esquerda, fico na extrema direita da linha de pessoas. Caso aconteça algo, tem vários corpos para serem atropelados antes do meu, e, na pior das hipóteses, amortecer o impacto sobre mim.

Essa estratégia exige certa precisão. Na hora de atravessar, você tem que acompanhar a linha de pessoas. Como a linha de impedimento, no futebol.

Claro, há os casos de mão dupla. Daí, é muito mais instintivo. Nesse caso, o negócio é tentar ficar mais ou menos no meio da linha. Mas não é nada fácil. Geralmente, temos que escolher um extremo, pois as vagas centrais ficam bem compactadas.

E agora há sinaleiras novas para os pedestres, em Porto Alegre. São extremamente úteis. Marcam o tempo que falta para o sinal vermelho. Ainda assim, tem uns idiotas que vêem que falta, sei lá, três segundos, e atravessam! Isso que eu chamo de gostar de viver perigosamente.

Acho que exatamente por isso mudou o desenho do "Pare". Antes, era uma mãozinha vermelha que dizia para não atravessar. Agora, é um pedestre vermelho. E realmente tem lógica. Se ele passar com o sinal fechado e for atropelado, ficará exatamente daquele jeito: todo vermelho, ensanguentado...

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