sábado, 6 de agosto de 2011

Abacates, nomes e zoofilia

Pedro e Cláudia, conversando na lancheria:

- Sabe, Pedro, a única coisa de que não gosto na vida é abacate. Tenho horror a abacate.
- Como assim, Cláudia? Eu adoro! É uma das poucas frutas de que gosto!
- Não, não... Não gosto mesmo... Uma vez eu vomitei só de ver o meu pai comendo abacate com açúcar.
- Olha, depois disso acho que não posso mais ser seu amigo. Me desculpe!
- Lamento... Pensei que tínhamos condições de sermos amigos...
- Ah, pára com isso! É bom demais! Mas eu prefiro abacate batido com leite.
- Talvez o gosto até seja bom... Mas é a aparência dele amassado que me dá nojo. Parece uma gosma... Baba de monstro... Catarro do Shrek... Sei lá...
- É... Não tinha pensado por esse lado... Desse jeito você vai me transformar num abacatofóbico, também. É isso que você quer?
- Hahahaha, Pedro. Pode ter certeza. É uma consipiração contra os abacates.
- Mas é mesmo! Vou até criar a Marcha do Abacate. Você não vê no mercado suco de abacate, nem iogurte de abacate.
- Nem gelatina de abacate! E olha que gelatina é nada com coisa alguma em todos os sabores!
- Abaixo a abacatofobia! Tá decidido. Vou organizar a marcha.
- Embora eu seja uma abacatofóbica, apoio a marcha!
- Isso não pode ficar assim!
- Nossa, Pedro, com essa, acho que vou até trocar de nome. Dizem que o nome até influencia a personalidade da pessoa!
- Não sei se a personalidade... Mas tem muito a ver com a idade, com certeza. Tem aqueles nomes tipo "Agenor"... Eu nunca vi um bebê chamado Agenor.
- Mas agora pelo interior tá se criando uma mania de dar nome de velho para as crianças. É um tal de Ernesto pra cá, Vitório pra lá, Valentino acolá... Imagina só! "Gudi, gudi, Valentino"! Vê se pode!
- É mais fácil imaginar "Esqueceu de tomar o remédio da esclerose de novo, Valentino?"
- E, além dos nomes de velhos em bebês, tem aquelas pessoas que colocam nome de gente em cachorro. Já vi uma cadelinha chamada Maria. E trocentas chamadas Luna.
- Poxa... Eu já namorei uma moça chamada Luna...
- Olhou bem? Não tinha quatro patas, né?
- Não, não...
- Você não é chegado numa zoofilia, então... Tinha um cara na cidade em que eu nasci que foi preso por abusar de uma égua.
- Hahaha, que desespero!
- O pessoal descobriu porque um dia a "namorada" deu um coice na cara do cidadão, e deixou a marca da ferradura. Daí, passaram a segui-lo, e pegaram no flagra.
- Que coisa de maluco!
- E já teve denúncia do lado feminino da coisa também!
- Ah, pára!
- Sim! Uma moça foi pega com um pastor alemão.
- Uuuuufa! Ainda bem que não era um cavalo...
- Hahahahaha!
- Mas, você tem certeza de que esse pastor alemão não era, sei lá, um evangélico chamado Friderich?
- Não, não. Era um de quatro patas, mesmo. E dizem que ele era treinado! Tinha umas viúvas idosas fazendo leilão pelo bicho. Mas parece que ele foi contratado por uma produtora de filmes pornôs...
- É praticamente o José Mayer que abana o rabinho!
- Pedro, você sabe que vamos queimar eternamente no fogo do inferno, né?
- Sei, sim. Tudo bem...

(Este texto contou com a colaboração da minha amiga Ju.)
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