quinta-feira, 28 de julho de 2011

Orgulho do Brasil

Não foi a final. Não foi o título. Mas o honroso terceiro lugar conquistado pelo Inter na Copa Audi representa muito. O colorado sai de um torneio em que enfrentou Barcelona e Milan sem ter sido derrotado com a bola rolando. O Inter passou a ser, sem sombra de dúvidas, ainda mais respeitado no velho continente.

A partida de ontem, contra o Milan, foi especial. Não se sabia ao certo o que esperar do time reserva do Inter, reforçado por Bolívar e Damião, que estão fora do jogo de domingo contra o Atlético Goianiense, pelo Brasileirão. Era uma garotada em campo: Dalton, Gilberto, Zé Mário, João Paulo, Lucas Roggia. Jogadores que mal tinham atuado pelos profissionais se viram no Allianz Arena, jogando contra o time titular do Milan, um time espetacular, com jogadores do peso de Gattuso, Seedorf, Ambrosini, Pato, Robinho e Ibrahimovic.

Mas a molecada do Inter fez uma partida memorável. Os jovens talentos colorados tiveram muita personalidade. Mesmo sofrendo um gol cedo, de Ibrahimovic, não se abateram. Jogaram bola com a naturalidade de um rachão no suplementar do Beira-Rio. Mandaram no primeiro tempo do jogo, tocando muito bem a bola, e arrancando aplausos do estádio. Foram premiados com o empate, pelos pés de Leandro Damião.

Na segunda etapa, o time italiano passou a dominar as ações. Pressionou o colorado, criou chances, e fez o segundo gol, com Pato. Isso significava que o Inter estava morto? Não mesmo! D'alessandro, que havia entrado no jogo, empatou mais uma vez. E levou a partida para os pênaltis. Ali, brilhou a estrela de Renan. Pode-se questionar este goleiro por vários aspectos técnicos, mas não se pode negar que é um baita pegador de pênaltis. Defendeu três, de Valotti, Cassano e Alexandre Pato. E ainda viu a cobrança de Oddo tocar a sua trave esquerda. Pelo Inter, marcaram D'alessandro e Nei, enquanto Glaydson desperdiçou sua batida.

Se por um lado o colorado não foi campeão, por outro sai com uma imagem bastante positiva da competição. Representou muito bem o futebol brasileiro. Ganhou ânimo para a sequência da temporada. E apresentou ao torcedor uma gurizada que tem muito potencial, e certamente passará a frequentar com muito mais frequência as partidas do Internacional daqui pra frente.

Dalton, que até então não havia se firmado no Inter, e há pouco tempo foi dispensado pelo Atlético Paranaense, fez partida muito segura contra o Milan. Deve ser observado mais vezes.

Zé Mário é um jogador que apresentou bom potencial: possui boa presença no meio campo, e não maltrata a bola. É um volante técnico.

Gilberto vinha muito bem ontem até se lesionar. Ainda oscila muito o rendimento, mas deve ganhar mais oportunidades.

Lucas Roggia me pareceu pouco técnico. Mas tem muita velocidade e disposição. Ainda será útil.

E o mais pronto dos garotos parece ser João Paulo. Praticamente não erra passes, é inteligente, e, o principal, mostrou muita personalidade. Passa a ser uma importante opção no elenco do Inter.

Particularmente, senti muito orgulho de ser colorado nessa Copa Audi. Cheio de desfalques, com sérios problemas internos e com treinador interino, o Internacional fez muito bonito. Fez por merecer o convite para estar em meio a grandes clubes do futebol mundial. Há problemas, ainda? É evidente que sim. O elenco do Inter, apesar de ter encontrado algumas peças que podem ser muito úteis, ainda tem lacunas importantes. Principalmente na zaga. Entretanto, as coisas parecem estar dando uma clareada. A tempestade passou, e o sol timidamente começa a aparecer no céu colorado. Mas é sempre interessante ter um bom guarda-chuva à mão.

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