quinta-feira, 16 de junho de 2011

Terminal

Estou sentindo náuseas.
Momentos malditos, malditas palavras mal ditas.
Tudo corre, mas preciso ficar parado.
Minha alma está sendo estuprada.

Que esses dias passem logo.
Preciso acordar depois disso e ver que nada mudou.
Ninguém perguntou, então por que responder?
Febre, dor de cabeça, mal estar...

Estamos caminhando para o nada, não vamos a lugar algum.
Terríveis traumas, lembranças que atormentam.
Por que me sinto tão fraco?
Golpe de mestre, doces premeditações.

Falência múltipla de órgãos podres.
O martelo está batido, mas insistimos em lutar.
Estado terminal, doença irreversível.
Pinte as paredes do seu quarto com meu sangue.

Vou estragar o ritual, e rir na cara de todos.
Final cômico para uma história não escrita.
Eis a festa, eis o leilão da pureza alheia.
Estão todos famintos à sua volta.

Animais incontroláveis com olhos ferozes.
A bandeja está no centro da mesa.
Você é o prato principal, e vão sugar todas as suas energias, pode ver?
Talvez seja tarde demais para avisar isso...

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