sábado, 4 de junho de 2011

Olhar indiscreto

Ele não parava de olhá-la. Questão de instinto. Necessidade incontrolável. Toda bronzeada. Que peito! Nossa! Que delícia!

E aquelas coxas? Absurdo! Loucura total!

Todas as suas fantasias resumiam-se a apenas uma coisa: queria, mais do que tudo, comê-la.

Seus olhos não se desviavam um segundo sequer dela. As outras pessoas no bar chegavam a ficar um tanto constrangidas. Era um negócio descarado!

Alguém reclamou daquele desconforto. Pediu para que ele parasse de olhar para ela, e se retirasse imediatamente. Ele aceitou sair, meio aos resmungos.

O mendigo, então, deu as costas para a máquina de assar frangos, com a última galinha girando. E foi embora.

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