quarta-feira, 29 de junho de 2011

Ilusão de ótica

Seu dia chegou, meu velho amigo.
Recolha as migalhas no chão, levante-se!
Você não terminaria assim!
As nuvens finalmente sumiram do céu.

Agora tudo vai ser melhor.
Lembre-se dos antigos planos.
Viva a sua liberdade.
Não há mais grades, você está de volta.

Tanto tempo passou, e suas dores persistiram.
Por quantos e quantos dias você deixou o relógio correr sem fazer nada?
Alguma força lhe chamou de volta, mais forte do que nunca.
Ela emerge do chão, esteve enterrada e fora do alcance da destruição.

Olhos abertos, confusão mental.
Queda livre, que lugar é este?
Anjos e demônios em guerra, luta sangrenta.
Bem em sua frente está uma estranha conjugação de bem e mal.

Agora veja bem, meu amigo.
As grades continuam à sua volta.
O tempo todo que ficou pra trás visita o resto dos seus dias.
Talvez seja um pesadelo sem fim.

Angustiante ciclo de momentos vazios e mentirosos.
No espelho, um rosto em desespero.
De novo assim, à espera de seu próprio milagre.
Algo lhe mantém vivo somente para torturá-lo ainda mais.

Seu dia não chegou ainda, meu velho amigo.
Jogue as migalhas de volta, deite-se novamente!
Talvez você termine exatamente assim!
O céu está novamente tomado por nuvens negras.

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