sexta-feira, 3 de junho de 2011

Fronteira

Meus pés estão doendo.
Caminhei muito, e continuo caminhando.
Mas não sei para onde estou indo.
Ninguém me dá as respostas de que preciso.

Vejo corpos no chão, todos com o mesmo destino.
Serei eu o próximo?
Linha divisória, tenho algo, não tenho nada.
Sobreviverei a esta noite e suas consequências?

Guardo uma dor que pulsa dentro de mim.
Mas continuo disfarçando o medo e a incerteza de estar rumando para o nada.
Sei que não posso abandonar meus sonhos agora.
Por isso, ainda caminho com as pernas pesadas.

Em que momento exato roubaram aquele raio de luz?
Me iludi pensando poder segurá-lo com a mão.
Então, do nada, tudo escureceu.
A chama de minha vela ainda não se apagou.

O estômago dói, imaginações, paranoias, acidez conjugada com a resistência de minhas esperanças.
Nunca desejei tanto a chegada do amanhã.
Quero acordar e ver que estou vivo, está tudo bem, e o sol nasceu como sempre.
Ainda quero respirar, preciso disso para prosseguir.

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