terça-feira, 17 de maio de 2011

A "seleção" do Gauchão 2011

Em cerimônia promovida pela Federação Gaúcha de futebol, foi conhecida ontem à noite a "seleção" do Gauchão 2011. E ela tem que ser tratada assim mesmo, entre aspas. Na verdade, esta "seleção" é, num cômputo geral, uma piada. E de mau gosto. São consideráveis, e grosseiros, os seus equívocos. Para se ter uma ideia, o Grêmio, o Cruzeirinho e o Caxias estiveram mais representados do que o campeão Inter, que apresentou apenas Leandro Damião na lista. Vamos, então, analisar a "seleção". Como diria Galvão Bueno: prepare o seu coração.

Goleiro:
Fábio (Cruzeiro): Goleiro de pebolim. Tem um metro e meio de altura. Cesar, do Santa Cruz, jogou muito mais do que ele.

Lateral-direito:
Suéliton (São José): É ruim na defesa. Não é um suprassumo, tecnicamente falando. Mas tem vitalidade e apóia o ataque com frequência. De fato, foi o melhorzinho da posição. Merecido.

Zagueiros:
Léo (Cruzeiro): Fez muito bom campeonato. Merecido.
Matheus (Ypiranga): Outro bom nome do futebol do interior. Se saiu bem, embora não me pareça jogador para time grande. Merecido.

Lateral-esquerdo:
Gerley (Caxias): Quem?

Volantes:
Edenílson (Caxias): Melhor que Bolatti e Guiñazu? Ah, tá...
Fábio Rochemback (Grêmio): Apesar de passar por uma fase chiliquenta, em que reclama feito travesti histérico em qualquer lancezinho contra seu time, o volante criado pelo Inter jogou muita bola. Merecido.

Meias:
Diego Torres (Cruzeiro): Fez belo campeonato, e foi nome importante no surpreendente Cruzeirinho. Mas não jogou mais do que Andrezinho, que foi decisivo para o título colorado desde a chegada de Falcão, ou do que Oscar.
Douglas (Grêmio): Articulador clássico. Saiu-se muito bem no Gauchão, deixando seus companheiros na cara do gol em inúmeras ocasiões. Merecido.

Atacantes:
Leandro (Grêmio): O cai-cai tricolor sucumbiu à marcação de Índio na hora da pomada. No campeonato, Éverton, do Caxias, e Jô, do Cruzeiro, só para citar dois exemplos, jogaram mais. Foi escolhido também como revelação. Nesta categoria em particular, merecido.
Leandro Damião (Inter): Hors concours. Só um retardado mental não o colocaria entre os melhores. Foi, ainda, artilheiro e craque da competição. Merecido.

Técnico:
Leocir Dallastra (Cruzeiro): Fez excelente campanha, e montou um time que deu muito trabalho para a dupla Gre-Nal. Merecido.

Dirigente:
Dirceu de Castro (Cruzeiro): Levou um clube que estava esquecido nas divisões inferiores do futebol gaúcho a ser a mais agradável surpresa do Gauchão. Merecido.

Árbitro:
Márcio Chagas da Silva: Ganhou o prêmio provavelmente como homenagem pelo acréscimo de oito minutos em Grêmio e Caxias, fundamental para o tricolor chegar à decisão do campeonato. É a prova de que a arbitragem no Rio Grande do Sul anda uma porcaria. Nunca pensei que fosse sentir saudades do Gaciba...

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