sábado, 14 de maio de 2011

Batalha naval

Mais um tiro na água.
A munição já acabou?
Dores ficam no passado, mas outras as substituem.
Não precisava ter sido assim.

Busco forças ou desculpas para continuar acreditando em você.
Não posso jogar fora os meus melhores momentos.
Um dia me disseram para esquecer tudo.
Remorsos me consomem, e tento entender quais foram os meus erros.

Todos um dia já tiveram o direito de tentar.
Mas só me vejo sozinho e sem rumo.
Talvez seja melhor eu me recolher antes do tiroteio.
Paz artificial, fingimento de tranquilidade.

Estou ainda à sua espera, pode me ver aqui?
Me apeguei a uma felicidade que vai escorrendo pelos meus dedos.
Haverá alguém para me salvar quando estiver caindo no precipício?
Ou apenas faremos um brinde ao que poderia ter acontecido?

6 comentários:

x.Rafael Bueno disse...

Post muito interessante
Acesse o meu blog:
http://naomedigaabsurdos.blogspot.com/

Bruno Mello Souza disse...

Olá, Rafael!

Muito obrigado pela visita ao blog, e pelo comentário! Estás permanentemente convidado a frequentar o Dilemas Cotidianos!

Abraço!

Anônimo disse...

Já que escolheu ficar triste e não amar ninguem, que ela saiba pelo menos, seu prazer e a solidão, aprenda uma coisa ninguem substitui ninguem.

Bruno Mello Souza disse...

Realmente, Anônimo, ninguém substitui ninguém. Esse talvez seja o aspecto mais delicado da vida.

Obrigado pela participação!

Anônimo disse...

não substitua , supere.. vai a luta.. repare que a sua volta.. existem mais o presente do que voce imagina, mais pra saber como eh vc vai ter que viver o presente , o passado quem sabe no futuro vc esqueca , mais viva o seu presente, da chances ao presente para esquecer o futuro .
boa sorte.

Bruno Mello Souza disse...

Obrigado pelo comentário, Anônimo.

Lidar com o passado é complicado. Mas acho necessário. É dele que tiramos os aprendizados para acertar no futuro. Ou não...

O problema é quando vivemos de forma anacrônica, quando o passado do relógio e do calendário é presente em nossas almas. Isso é muito difícil.

O ser humano e suas temporalidades exóticas e ilógicas...

Abraço, e continue participando sempre que quiseres.