domingo, 24 de abril de 2011

Tempos (pós) modernos

- Fernando, gostaria que você entendesse. Você é muito bom pra mim. Eu não te mereço. E ainda por cima, somos muito amigos...
- Tatiana, então você quer dizer que sou bom em excesso? É isso?
- Sim, você não merece passar por isso. Só vai sofrer. Merece alguém muito melhor do que eu.
- Não me importo. Deixa eu sofrer, então! E, se sou bom demais, posso piorar! Posso virar um verdadeiro filho da puta! Não deve ser tão difícil piorar...
- Ai, Fernando, não é bem isso... E, ainda por cima, somos muito amigos...
- Sem problemas. Se é isso que você exige de um namorado, que seja um filho da puta e teu inimigo, eu posso sê-lo!
- Mesmo?
- Mesmo! Olha só, já não consigo nem olhar pra sua cara de tanto nojo!
- Verdade?
- Verdade! Chego a estar com náuseas.
- Tá, então tá... Assim é bem melhor. Digo, pior.
- Me dá um beijo, então, Tatiana.
- Claro, meu bem.

E viveram felizes para sempre...

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