sábado, 9 de abril de 2011

Roth fora

A demissão de Roth já havia passado da hora. Todos os créditos foram dados. Não havia mais o menor clima junto à torcida. A equipe não apresentava um padrão de jogo. Com Celso Roth, a eliminação do Inter da Libertadores era mera questão de tempo.

Não considero Roth um desgraçado, um burro, um incompetente. Ele é bom treinador, por incrível que pareça. Provou isso no ano passado, quando provocou uma revolução no colorado, levando um time que tinha atuações patéticas sob a batuta de Jorge Fossati para o título da Libertadores, com atuações memoráveis nas semifinais e finais. Porém, ao mesmo tempo, comprovou a antiga tese de que seus trabalhos perdem fôlego rápido. Isso culminou com a maior tragédia da história do clube, contra o Mazembe, no Mundial Interclubes.

Ainda com o mazembaço, a direção deu crédito ao trabalho de Roth, no que não a condeno. Era, ainda, o técnico Campeão da América. Mas a equipe continuou titubeando. Em nenhum momento de 2011 o Inter foi um time confiável. Tropeçava contra os fracos times do interior gaúcho. E vai ter que decidir na última rodada a liderança e classificação num grupo ridículo da Libertadores, no qual devia se classificar com um pé nas costas. A derrota para o fraco Jaguares, com direito à entrada de Wilson Mathias no lugar de Bolatti, certamente para "evitar uma derrota maior", foi a gota d'água. Celso Roth não é mais o treinador do Inter.

O nome mais forte para substituir Roth é o de Falcão. Espero que a direção realmente abrace a causa. Trata-se de um ídolo do Inter, um vencedor, um homem que conhece o clube, é amado pela torcida, e teria todo o respeito e o respaldo no vestiário. Falcão mudaria, para melhor, o ambiente do Beira-Rio. Seria, por si só, uma atração à parte. Que assim seja, e Luigi e Siegmann não façam o triste e pobre óbvio, do tipo trazer um treinador comum disponível no mercado. Isso seria brochante.

Nenhum comentário: