segunda-feira, 25 de abril de 2011

A batalha da polenta

A vitória conquistada pelo Inter no Alfredo Jaconi, pela semifinal da Taça Farroupilha, foi emblemática. Foi um jogo típico de Gauchão. Foi um típico Inter e Juventude no Jaconi, jogo de muita pegada e com jogadores do time da serra bem "aceleradinhos". Mas foi mais. Foi a vitória de um time que quer vencer sempre. Foi a vitória do talento, da atitude na hora mais adversa.

No primeiro tempo, o colorado não criou praticamente nada. Os meias Andrezinho e Oscar estavam inoperantes. Sóbis jogava na zona morta, participando pouco, e, quando o fazia, burocraticamente. Mas a defesa esteve segura. No Inter de Falcão, a bola fica longe do setor defensivo. Os volantes avançam muito a marcação, o que facilita o trabalho da zaga, que se dedica mais a rebater sobras do que a um confronto direto com os atacantes adversários. E foi num desses lances de marcação adiantada dos volantes que Bolatti pegou uma sobra na intermediária ofensiva e mandou um petardo contra o gol de Jonatas, do Juventude. 1 a 0. O time de Caxias empatou com um belo gol de falta do zagueiro Fred.

Na segunda etapa, o que se viu foi um Inter mais solto e objetivo. Oscar cresceu no jogo, e começou a criar ótimas jogadas. O colorado empilhava chances de gol até que Bolatti, em lance infantil, foi expulso. Aí entrou em campo o treinador Paulo Roberto Falcão. Em tempos de Roth, em circunstâncias dessas, entraria Wilson Mathias. Mas Falcão colocou Tinga. Resguardou-se, sim, mas não abdicou do ataque. O prêmio pela postura arrojada do treinador foi um gol do PC da Tinga, completando, aos trancos e barrancos, jogada antológica de Leandro Damião: o centroavante deu uma lambreta extraordinária no zagueiro Fred, e levantou a bola para o volante marcar. Gol, com dez em campo. Vitória. E vaga na final da Taça Farroupilha garantida. No próximo domingo, o colorado enfrenta o Grêmio no Beira-Rio.

Porém, antes há um jogo decisivo na Libertadores. O Inter enfrentará o tradicionalíssimo Peñarol no Uruguai. É muito mais time. Mas a camisa do adversário merece respeito. Vai sair faísca. Pedreira garantida. Depois dessa partida, e só depois dela, as atenções coloradas se voltam para o clássico. Aí sim, o Rio Grande vai tremer.

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