sábado, 5 de março de 2011

Vida, não vida; existência, inexistência...

A notícia da morte da mãe do goleiro Renan, do Inter, e do estado grave de saúde do pai do atleta, nos deixa extremamente tristes. Inicialmente, deixo todo apoio e sentimentos a Renan. Quando acontecem coisas como esta, que a gente vê como somos pequenos perante a vida.

É algo que me assusta e incomoda um pouco. Vivemos numa espécie de corda bamba. A qualquer momento, qualquer momento mesmo, puf, pode tudo ir embora. Dia desses, minha mãe caiu escadaria abaixo no nosso prédio. Felizmente, nada de mais grave ocorreu. Mas poderia ter ocorrido.

É muito tênue a linha entre a vida e a não vida. Isso é cruel. É doloroso. Sofremos, sorrimos, somos felizes em alguns momentos, tristes em outros, planejamos coisas, projetamos o futuro, mas sempre desconsiderando esse pequeno fator: somos mortais. E, enquanto mortais, estamos permanentemente expostos. De repente, do nada, numa fração de segundo, e tudo o que fomos, somos, pretendíamos ser, sonhamos, sentimos, tudo isso vai embora, sem nem se despedir. Aquele dito popular "para morrer basta estar vivo" é duramente verdadeiro.

Por isso, acredito, ou preciso acreditar, que as coisas não se esgotam nisso que chamamos de vida. Não pode ser! Há de existir algo que dê sentido a isso. Temos uma essência. Não consigo imaginar o que seja o nada. O nada não pode existir. E, uma vez que exista, deixa de ser nada, pois é algo. Se a não existência existe, ora, ela não pode inexistir. É um paradoxo em si mesmo, uma trama, uma teia da qual não se pode escapar.

Sei, é um papo meio maluco. Conclusão dificilmente se terá algum dia. Mas, pelo menos pra mim, é impossível deixar de pensar nisso...

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