quarta-feira, 30 de março de 2011

Oscar digno de Oscar

Se a partida da noite de ontem no Beira-Rio fosse um filme, Oscar teria sido o ator principal. Foi o grande astro. Oscar ganharia o Oscar.

Foi impressionante a atuação do garoto. Gastou a bola. Não errou praticamente nada. E ainda fez um gol. De chiripa. Mas fez.

Em alguns momentos do ano passado, e mesmo no Sul-Americano sub-20, logo, entre garotos, Oscar parecia tímido. Não parecia ter o torque suficiente para se firmar rapidamente. Mas os fatos provaram o contrário.

Oscar é uma realidade do Inter. Tem que ser titular. Se não se perder pelos descaminhos do futebol, será um craque de seleção. Ele é rápido, tem muito domínio de bola, erra poucos passes, tem visão de jogo, chuta bem, tem categoria, e é extremamente objetivo. É, em suma, diferenciado. Espero que dê muitas alegrias à torcida colorada antes de ser vendido (cruel e inescapável realidade).

Quanto ao resto da equipe, fica difícil avaliar o sistema defensivo. Este não foi exigido. Mas não teve maiores sustos contra o Jorge Wilstermann, de ruindade constrangedora.

No meio-campo, Wilson Mathias, mesmo sem nenhum brilho técnico, teve atuação correta. Guiñazu foi soberbo. D'alessandro se entendeu muito bem com Oscar, e fez um gol, com muita categoria.

No ataque, Damião ficou devendo. E Zé Roberto teve seu esforço premiado com um gol. Porém, apesar do tento, Zé Roberto tem um problema sério de acabamento de suas jogadas. Corre, dribla, arranca, não se intimida, mas, na hora do passe final erra; na hora da finalização, carimba o zagueiro adversário. Tem que tentar se corrigir. Do jeito que tá, é uma usina pra acender uma lâmpada.

A próxima rodada reserva para o Inter o Jaguares, no México. É o adversário mais técnico que o colorado enfrenta nessa fase da Libertadores, o que não quer dizer lá muita coisa. Mas é um jogo perigoso. Um empatezinho lá não seria desprezível. Que isso não passe, porém, pela cabeça de Celso Roth. Porque nesse caso, ele provavelmente "reforçaria" o meio campo com três volantes. E aí, a derrota seria um perigo iminente.

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