quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Vencer bem é fundamental

Por mais que os dirigentes colorados neguem, a cabeça de Celso Roth está a prêmio. Um tropeço na noite de hoje contra o Jaguares significaria, quase que inevitavelmente, a demissão do Juarez. Isso porque a pressão se tornaria praticamente insuportável no Beira-Rio.

Desde o fiasco no Mundial, o ambiente é de desconfiança. Tal ambiente foi amainado com as boas contratações para a temporada. Porém, isso já se desmanchou depois dos equívocos grotescos de Roth em Guayaquil, os quais ele parece disposto a bancar ainda na partida de hoje à noite, quando terá Zé Roberto como único meia, acompanhado de três volantes na meia cancha colorada.

Para piorar, ocorreu a eliminação no Gauchão, do Inter B, que jogou enquanto jogadores do elenco principal que sequer jogaram pela Libertadores treinavam já no domingo no Gigante. Acertadamente, Roberto Siegmann "engavetou" o Inter B. Dali, sairia muito pouco. A grande maioria dos jogadores dali não tem qualidade para vestir a camisa colorada. Estouraram a idade para estourar. Provavelmente, rodarão por clubes médios e pequenos do país. Que sejam felizes. Longe do Beira-Rio.

Fato é que, querendo ou não, toda essa efervescência respinga em Celso Roth, que, em sua função, não tem colaborado muito. Siegmann afirma no site oficial do clube que não há chance de demitir Roth. Mas sabemos que no futebol a verdade de hoje é a mentira de amanhã. Ou, como diria o ex-presidente gremista Rafael Bandeira dos Santos, o futebol é dinâmico.

Por essas e outras, é bom, para o Inter e, talvez principalmente para Celso Roth, que a equipe colorada vença, e jogando bem, o Jaguares esta noite. Qualidade o Internacional tem, e não seria a falta dela que justificaria um revés na Libertadores. E, pelo que tenho visto do vice de futebol Roberto Siegmann, ele não vai morrer abraçado com Roth. Não mesmo.

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