quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Roth rotheou

O empate de ontem no Equador foi um duro castigo para o Inter. A equipe colorada, apesar de jogar com três volantes, fez boa partida frente ao Emelec. Tinha segurança defensiva, e muita presença ofensiva.

O primeiro tempo foi truncado. Ainda assim, da metade para o final desta etapa, o colorado passou a criar boas oportunidades. E assim continuou no segundo tempo. Damião jogou demais. É centroavante de carteirinha, muito mais jogador que Alecbrahimovic. Ele não fica "pescando". Vai de encontro à bola. Rompe, chuta, cabeceia. Tem presença ofensiva. Merecia um gol, pelo menos.

O domínio continuou até que Bolatti, em estreia iluminada, fez de cabeça. O primeiro volante argentino ainda dará muitas alegrias à torcida colorada. Escrevam. Assim como Cavenaghi. Mesmo entrando no segundo tempo, mais uma vez mostrou que é um jogador muito técnico. Roth terá que encontrar um espaço para ele entre os titulares. Por mim, seria no lugar de Tinga (no caso de hoje, do fraquíssimo Wilson Mathias). Mas pode também ser no lugar de Zé Roberto, que hoje esteve apagado.

Fato é que após o gol, Roth rotheou. Foi o velho Roth de guerra. Tirou Bolatti e colocou Rodrigo, chamando o Emelec para o campo colorado. E foi um sufoco só. Até que, no último lance da partida, veio o castigo, em falha defensiva clamorosa, com menção honrosa a Lauro, que até então fazia muito boa partida. 1 a 1.

Não é uma tragédia. O Inter atuou bem, se impôs, apesar de uma escalação altamente questionável de Celso Roth. Como tava dando certo, o treinador resolveu mudar. O resultado foi o gol equatoriano, no apagar das luzes.

Empatar fora de casa não é ruim. Só o é à medida que se analisa o que foi a partida em si. Mas, em termos de tabela, é tranquilo. O Inter deve se classificar sem sustos. Mas tem que repensar algumas coisas, principalmente a filosofia do treinador que, na dúvida, sempre manda o time recuar.

Por fim, apenas uma observação: o empate não deve ser creditado à arbitragem. Mas esta, tem sim, importante colaboração para o resultado, a partir do momento em que o juiz Néstor Pitana não apitou pênalti escandaloso em Sorondo. Mais escandalosa que este erro, só a substituição de Roth, chamando o Emelec de volta para um jogo que estava na mão.

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