terça-feira, 9 de novembro de 2010

Prisão

Pegue a chibata, vá surrando os corpos nus.
Todos queriam um pouco desse sangue.
Vontade de poder, unhas cravadas em objetivo único.
Deu para perceber quando os vermes estiveram ajoelhados?

Curvados ao senhor, eles pedem permissão para sonhar.
Com prazer teatral, ele nega, e nega água também.
Sobram apenas farelos no chão, enquanto a massa se acotovela.
A terra crocante machuca a boca.

Acreditaram que havia verdade nas palavras de seu senhor.
Hoje, só há mentira e hipocrisia.
É o jogo de cena de quem manipula mentes e almas.
Os covardes fogem, correm para serem pegos na saída.
Pensaram que havia saída.

Estarão para todo o sempre algemados.
A vida é uma grande prisão.
Rendem-se como animais feridos e incapacitados.
Estão livres de suas próprias vontades.

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