segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Letras sujas

Não leio o seu jornal.
Preciso manter meu estômago bem.
Arranque olhos com mentiras bem contadas.
Sempre haverá quem acredite.

Já me diziam que páginas de jornal eram sujas.
Mas algumas são imundas.
Me faça sentir vergonha de estar vivo.
Divida tudo e todos, embaralhe as cartas.

Seu orgulho despudorado é tão vexatório!
Tudo que você diz vira forro para o cocô do cachorro que não tenho.
As motosserras derrubam muitas árvores.
Me tire daqui, preciso respirar.

Você implora a liberdade de me manter preso.
A hipocrisia faz parte do maldito jogo.
Você sabe quantas criancinhas já matou?
Não há reza nem perdão numa hora como essa.

Sua sede de sangue não acaba nunca.
Não, isto que você bebe não é champagne.
Desce macio mas não é champagne.
Peça socorro ao vaso sanitário.

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