sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Doçura e acidez

Fragmentos, desleixos talvez, imobilidade.
Minha cabeça é um balão cheio de ar.
Quase me desespero, um dia fui capaz.
Mas agora não consigo conversar comigo mesmo.

Me auto-limito, é o mal necessário.
Este é o jogo da vida, um jogo de esconde.
Todas as vezes em que fui cru, dias melancólicos me perseguiram.
A regra está posta, não há mais o que questionar.

Nos novos velhos dias, procuro uma nova conduta.
Em algum momento, há que se acertar.
Ele passa em minha frente, mas só posso rir por dentro.
Se assim é menos ruim, que assim continue.

As dúvidas me corroem, mas também me alimentam.
Se me roubaram a árvore, por que não posso ao menos colher umas maçãs de vez em quando?
Essa luta é imoral desde a origem.
Padres pedófilos não têm o direito de me perdoar.

As crianças brincam inocentemente enquanto violamos nossa alma.
Você pode gritar e vomitar à vontade.
Esse filme não acabará tão cedo.
Dias, meses e anos se passaram, mas tudo continua deliciosamente igual.

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