quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Marcelo Madureira e seu festival de imbecilidades

Marcelo Madureira é humorista do Casseta e Planeta, programa da Rede Globo. Um imbecil de marca maior. O programa do qual faz parte já foi muito melhor. Hoje, é tão engraçado quanto câncer. Apresenta um nível cada vez mais baixo e um humor cada vez menos inteligente.

Deparo-me, no You Tube, com um vídeo deste debiloide falando uma série de impropérios e baixarias do presidente Lula (http://www.youtube.com/watch?v=E9ndIwlX2PI&feature=player_embedded). Acompanhado do idiota do Diogo Mainardi, risonho como uma hiena com cócegas. Mainardi é o avalista intelectualóide de qualquer xingamento a Lula e ao PT. É um Arnaldo Jabor sem grife. Do lado dele, até seres desprovidos de cérebro minimamente capacitado, sentem-se incendiados com a possibilidade de falar do presidente e dos "comunistas comedores de criancinha". Não que Mainardi seja grande coisa. É um perfeito idiota. Mas pelo menos ele finge que tem fundamento nas bobagens que fala e escreve.

As imbecilidades proferidas por Madureira refletem o que sua emissora tenta transmitir: o que há de mais reacionário e sujo em termos de pensamento político brasileiro. Ninguém vai se esquecer do debate Lula e Collor. Tampouco das entrevistas com os presidenciáveis no Jornal Nacional, na presente campanha. E de tantos e tantos casos descarados de manipulação. Aliás, sugiro, pra quem ainda não viu, o batidíssimo "Muito Além do Cidadão Kane". Tem no You Tube. Vale a pena dar uma olhada.

Marcelo Madureira, o humorista incapaz de fazer humor de bom gosto, fala que Lula transformou a política em chacota. Não dá, entretanto, um mísero argumento para validar tal besteira. E o seu programete, que faz piadas lamentáveis e preconceituosas de todos os lados para com a sociedade brasileira? Tem direito de fazer a chacota que quiser? E a Globo, manipulando pornograficamente fatos, entrevistas e debates a seu bel-prazer, faz o que, diferente de chacota, refinada, com o contexto político nacional?

O protótipo de humorista, com suas palavras agressivas e desrespeitosas com o presidente da República, reflete o que a elite mais babaca deste país pensa: operário no poder é um deboche. Um cara do povo na presidência é um insulto! Viva a tradição, pátria e família!

A questão é que o povo já não se deixa manipular pelas elites chiliquentas com um não mais do que parcial afastamento do poder. Entretanto, todo o cuidado é pouco. O PIG (Partido da Imprensa Golpista, termo cunhado por Paulo Henrique Amorim com imensa precisão) vai para o tudo ou nada para o segundo turno.

Há que se fazer, principalmente pela internet, um tensionamento permanente. Felizmente, os novos recursos tornaram a comunicação muito mais plural. A relação está muito longe da igualdade. Mas, pelo menos, os canais para a contestação estão cada vez mais abertos. A democracia agradece.