sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Leveza

Sopra o vento no meu rosto. Respiro fundo, medito, olho ao meu redor. Eu simplesmente me entrego. Fico sentado no gramado verde, observo lindas flores, campos, um laguinho cristalino à minha frente, sinto o cheiro da natureza.

O sol não se faz torturante. Ele apenas me transmite a leveza e a beleza de estar bem sintonizado com as energias que me fortalecem.

Então ela surge. Ela é mais radiante do que o sol. Sorri. Me olha. Ela está feliz. Eu também. Senta-se ao meu lado. Como um bobo, despudoradamente olho para seus olhos e sua boca.

É nessa hora que vejo que a vida é algo que pode dar certo. Tudo, até então, até este gramado, aquelas flores, o laguinho, tudo até essa presença leve e aconchegante, tudo até esse momento em que ela sorri para mim, fora prelúdio. Não fosse assim, não teria tido a mesma graça.

Beijo-a com todo o carinho e afeto que parecem transbordar em meu peito, em meus braços, em minha boca, em meus olhos. Posso sentir a respiração dela. Acaricio seu rosto, e agradeço sua existência.

Então, acordo. Doce melancolia da constatação de que esse momento tão lindo ainda não chegou. Mas não deixa de ser um sinal. Não estou proibido de sonhar.

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